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Renata Paula da Silva deixou a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo no fim da tarde de ontem em uma viatura sem falar com a imprensa

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Gilvan de Souza/Agência o Dia
Renata Paula da Silva deixou a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo no fim da tarde desta terça-feira em uma viatura sem falar com a imprensa

A mãe do sequestrador Willian Augusto da Silva deixou a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSGI) em uma viatura no fim da tarde desta terça-feira (20) sem falar com a imprensa. Renata Paula da Silva chegou em estado de choque na DHNSGI, segundo policiais, e descobriu por acaso sobre o sequestro

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Renata Silva não tem o costume de assistir televisão, mas ontem, soube desta maneira que Willian estava sequestrando um ônibus. A mãe entrou em desespero e procurou a polícia. Ela se encaminhou para a 74ª DP (Alcântara), de onde seguiu para batalhão de São Gonçalo. Foi neste deslocamento que ela soube da morte do filho. A cuidadora de idosos chorava muito e passou mal na delegacia.

A mãe de Willian pediu desculpas pelo crime do filho. Ela se disse chocada com o que aconteceu e contou que não esperava nada do gênero. Renata disse que o filho apresentava transtornos mentais. Chorando muito, ela perguntava repetidamente se o filho havia machucado alguém.

Renata Silva contou que não viu o filho na véspera do sequestro e que ele havia passado a noite no Jardim Catarina, na casa da avó. Foi onde ele pegou as garrafas que encheria de gasolina, disse. Willian e os pais, também eram do Catarina, mas se mudaram para o bairro do Jockey, no mesmo município, depois que tiveram a casa interditada.

O pai de Willian, José Rinaldo da Silva, é padeiro. O filho o ajudava no ofício, mas estava afastado do trabalho com dores nas pernas, explicou a mãe.

Willian era muito calado e só se comunicava por meio do celular, diz Renata. Ela informou que o filho não tinha amigos, era ansioso e tomava remédios. Renata disse que o filhou sofreu "alguns traumas durante a vida", mas não quis entrar em detalhes.

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Também estiveram na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo a tia, o primo e o pai de Willian para prestar depoimento.

A família tenta conseguir gratuidade no sepultamento.