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Criança de três anos foi atropelada por um trem do Metrô de São Paulo, no final do ano passado; segundo Ministério Público, mãe não teve culpa

menino se acidenta no metrô de são paulo arrow-options
Reprodução/Metrô SP
Episódio aconteceu entre as estações Santa Cruz e Praça da Árvore, na Linha 1-Azul do Metrô de SP, no fim de 2018

A Justiça de São Paulo decidiu arquivar o inquérito que investigava a morte de Luan Silva Oliveira, de três anos, que foi  atropelado por um trem da linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, no dia 23 de dezembro do ano passado. A decisão foi tomada após o Ministério Público pedir pelo arquivamento do inquérito que investigava suposta culpa da mãe da vítima.  

De acordo com os Laudos do Instituto de Criminalística, feitos com base nas imagens captadas pelas câmeras de segurança do Metrô , Luan estava dentro de um dos vagões, sentado no colo da mãe, a dona de casa Lineia Oliveira Silva, de 25 anos, quando o trem chegou à estação Santa Cruz.

Quando o vagão esvaziou, a mãe da criança se levantou para mudar de lugar e, nesse momento, o menino correu em direção à porta do trem , saindo do vagão, mesmo após a campainha que avisa o fechamento das portas já ter tocado.

O laudo ainda afirma que Lineia tentou correr atrás da criança , mas a porta se fechou e o trem deu partida em direção à estação Jabaquara.

“Ela fez o que estava ao alcance dela e não tem culpa pela tragédia que ocorreu com o filho. As imagens também confirmam os depoimentos de Lineia e dos demais familiares dela na Delegacia do Metrô no início do ano”, afirmou o advogado da mãe da vítima, Ariel de Castro Alves.

Nos autos, a polícia, o Ministério Público e a Justiça reconheceram que Lineia não teve culpa e, segundo o relatório do caso, o Metrô resolveu não “penalizá-la outra vez”. “Ela já foi penalizada eternamente com a morte trágica do filho na véspera do Natal de 2018”, explicou Alves.

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De acordo com o advogado, a empresa também falhou em relação ao tempo necessário para que os trens fossem paralisados. Em nota, o Metrô reconheceu a falta de segurança em suas estações e, devido ao acidente envolvendo o menino, resolveu instalar portas automáticas em outras linhas, além da linha 4-Amarela, que já era equipada com esse dispositivo.