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Altura da água em Coronel João Sá, cidade vizinha à barragem que se rompeu, já chegou a 70 centímetros; não há notícias de mortos ou feridos


Imagens aéreas de inundação provocada pelo rompimento da barragem arrow-options
Junior Nascimento
Imagens aéreas mostram alagamento em cidade vizinha ao município de Pedro Alexandre, na Bahia

A inundação da cidade de Pedro Alexandre, na Bahia, provocada pelo rompimento de barragem deixou quase 100 famílias ribeirinhas desalojadas, mas não há registro de mortos ou desaparecidos, segundo moradores. O caso diverge de Mariana e Brumadinho por se tratar de uma represa de água, e não de rejeitos.

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“A barragem fica a seis quilômetros da cidade e rompeu uma parte da lateral dela. É uma barragem na comunidade da zona rural. É uma água salobra, que serve para irrigação e para os animais. Em Pedro Alexandre, um rio que passa pela cidade alagou um pouco, mas não tem a ver com a barragem. A altura da água chegou a 70 centímetros. Não temos notícia de morte. O povoado de Boa Sorte foi o mais atingido pelas águas. Ele [povoado] fica às margens da BR-235. Acho que não chega a 100 o número de casas atingidas, mas a água chegou até a metade da parede”, afirmou o morador José Pedro de Carvalho Neto, de Pedro Alexandre , ao portal G1 .

“A situação aqui é muito preocupante. A água não para de subir e está subindo muito rápido. Graças a Deus, a gente não teve nenhuma morte, mas muitas famílias estão desabrigadas. As famílias que moram perto do rio e as famílias que moram na rua da igreja tiveram que ser retiradas. Essas pessoas foram levadas para uma escola da cidade, mas até essa escola tá sendo inundada também”. disse Deuza Maria Barreto, de Coronel João Sá ao G1 . “Muitas famílias tiveram resistência em sair de casa. A Defesa Civil, a Guarda [Civil] e a polícia precisaram ir para o local para conseguir tirar as pessoas de casa”, completou.

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A barragem do Quati foi inaugurada em 2000 pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) represa água do Rio do Peixe para o período de estiagem. As fortes chuvas da região teriam provocado o rompimento , segundo a Defesa Civil, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O Governo do Estado diverge e afirma que apenas houve um transbordamento.