Tamanho do texto

Barragem do Quati transbordou e se rompeu por causa das fortes chuvas, mas não há vítimas fatais; ainda chove na região do Rio dos Peixes, na Bahia

Agência Brasil

Imagens aéreas de cidade inundada após rompimento da barragem arrow-options
Junior Nascimento
Imagens aéreas mostram alagamento em cidade vizinha ao município de Pedro Alexandre, na Bahia

A prefeitura de Coronel João Sá, município no nordeste da Bahia próximo à divisa com Sergipe, vai decretar estado de emergência por causa da inundação ocorrida na região depois que o Rio dos Peixes transbordou, provocando o rompimento da barragem do Quati .

A informação é do coordenador local da Defesa Civil, Diego Santos. Segundo ele, não há vítimas fatais em função do rompimento da barragem . “Conseguimos tirar as pessoas das casas que poderiam ser atingidas quando percebemos que a água na barragem iria transbordar”, afirmou.

Leia também: MS: Ministério Público investiga se polícia deixa de socorrer indígenas

Segundo ele, o trabalho de retirada das famílias começou às 9h da manhã. O transbordamento, que provocou posteriormente duas rachaduras na estrutura, ocorreu por volta das 11h. Ele declarou que a barragem está “parcialmente destruída”, mas parou de escoar grande volume de água. Ainda chove na região.

Por causa da inundação , 350 famílias estão desalojadas e foram acolhidas em casas de parentes, amigos e em três escolas do município. Além de Coronel João Sá, a BR-235 na altura do povoado de Pedro Alexandre (BA) e de Poço Redondo (SE) foi atingida pelas águas e está coberta de lama.

Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro declarou que “o governo está à disposição dos prefeitos para qualquer providência que por ventura seja necessária”.

Leia também: Vídeo mostra funcionários do Metrô de SP salvando bebê engasgado na Linha 1-Azul

De acordo com nota do Ministério do Desenvolvimento Regional, equipes de monitoramento e operações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) monitora a situação da enxurrada causada pelo rompimento da barragem em contato permanente com as defesas civis estadual e municipal, “para averiguar a necessidade de auxílio complementar por parte do Governo Federal”.