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Policiais civis e federais criticam PEC 6 e o 'tratamento diferenciado' que governo tem dispensado aos militares das Forças Armadas

Jair Bolsonaro
Reprodução/Flickr
Policiais civis devem aderir a movimento contra Bolsonaro


Insatisfeitos com a Proposta de Emenda à Constituição 6 (da Reforma da Previdência), policiais federais, rodoviários federais, além de policiais civis dos estados preparam um ato, nesta terça-feira (21), contra o projeto do governo de Jair Bolsonaro. A manifestação será a partir das 11h, na Esplanada dos Ministérios.

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O protesto é convocado pela União dos Policiais do Brasil (UPB), grupo que apoiou fortemente a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Líderes das categorias da Segurança Pública têm criticado a PEC 6, e o tratamento que o governo dispensa à área.

Segundo os representantes da classe policial, o projeto de lei do governo que prevê a reforma previdenciária dos militares das Forças Armadas é mais brando que a PEC 6 - que abrange os policiais federais e civis.

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Inclusive, em 10 de abril os grupos fizeram uma mobilização na Câmara dos Deputados e chegaram a chamar o presidente de “traidor”. Na ocasião, a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) chegou a conversar com alguns representantes da classe e prometeu ser uma interlocutora das demandas.

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No entanto, no dia seguinte, os policiais ouviram da parlamentar que “o cobertor é curto”. Mas os servidores da área de Segurança Pública seguem tentando articular mudanças na proposta.
De acordo com as categorias, atualmente, policiais estão expostos a mais riscos que os integrantes das Três Forças. E os policiais pedem modificações na proposta, e que a União garanta o mesmo tratamento dispensado aos militares.