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Segundo as investigações, Geraldo de Oliveira Santos vendeu o armamento aos jovens por intermédio de outro suspeito preso no último dia 11 de abril

 escola Raul Brasil
Reprodução/Twitter
Massacre na escola Raul Brasil, em Suzano, segue sendo investigado

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (2) um homem, de 41 anos, apontado como um dos responsáveis pela venda da arma de fogo aos dois atiradores que invadiram, no dia 13 de março, em uma escola em Suzano, em São Paulo. No ataque cinco estudantes, duas funcionárias do colégio e um empresário foram mortos. Os dois atiradores também morreram. 

Geraldo de Oliveira Santos foi preso temporariamente por 30 dias, após as investigações indicarem que o homem vendeu a arma aos autores do massacre em Suzano , por intermédio de um dos suspeitos presos no último dia 11 .

Segundo os policiais, o homem vendeu um revólver calibre 38, com a numeração raspada, para o adolescente, de 17 anos, que comandou o ataque à Escola Estadual Professor Raul Brasil , em Suzano, no qual morreram oito pessoas e 11 ficaram feridas.

Há mais de um mês os policiais investigam o crime. Os aparelhos celulares dos envolvidos no tiroteio foram rastreados e analisados.

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O ataque à escola chocou o país. No começo da manhã do dia 13 de março, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, foram à locadora de Jorge Antonio Moraes, de 51 anos. Lá, eles atiraram contra Jorge, que era tio de Guilherme, e deixaram o local em um carro Chevrolet Onix branco roubado e seguiram para o colégio.

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Com base nos primeiros depoimentos, a polícia de  Suzano  acredita que os dois atiradores partiram para o ataque com um intervalo mínimo entre ambos. Quando eles se deparam no Centro de Línguas, no colégio, com a porta fechada e perceberam que estavam encurralados pelos policiais da força tática teriam se desesperado. Pelas investigações, Taucci matou Luiz Henrique, depois atirou contra si.