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Rossieli Soares
Valter Campanato/Agência Brasil
Secretário da Educação de SP, Rossieli Soares

O secretário Estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, descartou a hipótese de militarizar a escola Raul Brasil, em Suzano, cidade da Grande SP, palco de um massacre no dia 13 de março que acabou com nove mortos.

Na época, o então ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, anunciou que Ministério da Educação (MEC) estudava a militarização da unidade de ensino. Em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta segunda-feira (29), Rossieli Soares disse que nem chegou a discutir de forma aprofundada com Vélez a ideia.

“Ele apenas mandou um WhatsApp querendo a militarização da escola Raul Brasil e eu disse não, porque não é o que a gente precisa neste momento. A gente precisa discutir mais com o jovem. É saber o que ele (jovem) quer para que a gente possa dar mais orientação e que os estudos sejam dirigidos para os sonhos deles”, explicou.

O secretário disse que a ideia de militarização nas escolas será amadurecida se houver interesse de alguma comunidade escolar – em conjunto com diretores, professores e pais. Soares ainda avaliou negativamente a intenção do MEC de cortar investimentos nos cursos da área de humanas nas universidades federais.

“É uma notícia ruim. Quando a gente discute, por exemplo, a reforma do ensino médio, não é a exclusão de uma área, é ter todas as áreas e o aprofundamento porque é importante, por exemplo, discutir filosofia, história, geografia, sociologia. Enfim, todas as áreas de humanas são fundamentais para o desenvolvimento dos nossos jovens”, avaliou.

Sobre a  alteração do período de férias escolares dos alunos da rede pública estadual anunciada na última sexta-feira, 26, pelo governador João Doria (PSDB), o secretário afirmou que o governo está buscando unificar o calendário com as redes municipais.

“Tantos nas (férias) de abril quando as de outubro, as famílias certamente terão de se organizar, por isso que nós estamos buscando unificar o calendário com as redes municipais. Não é só São Paulo (capital), a maioria absoluta dos municípios já faz um calendário de 15 dias em julho”, explicou Rossieli Soares.

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