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Luciano Macedo foi atingido na ação militar que disparou contra o veículo do músico Evaldo Rosa, em Guadalupe; ele estava internado até hoje cedo

carro alvejado
Fábio Teixeira / Parceiro / Agencia O Globo
Carro onde estava o músico e sua família foi atingido por 80 tiros disparados por militares; catador tentou ajudar

Após 11 dias lutando pela vida no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, o catador Luciano Macedo, de 28 anos, morreu. Ele foi baleado na ação do Exército do último dia 7, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, onde morreu também o músico Evaldo Rosa, que teve o carro atingido por 80 tiros disparados pelos militares.

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O catador  foi ferido ao tentar ajudar Evaldo e a família dele alvos do ataque do Exército. O músico e os parentes passavam pelo local de carro a caminho de um chá de bebê, quando soldados dispararam contra o veículo onde estavam o filho dele de 7 anos, a mulher, uma amiga e o sogro, que também foi baleado.

Luciano passou por uma traqueostomia e cirurgia no pulmão na tarde desta quarta-feira, mas não resistiu. A Justiça determinou duas vezes a transferência do catador para outro hospital do Rio de Janeiro , mas nenhuma foi cumprida.

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O catador deixa a mulher Daiana Horrara, que está grávida de 5 meses. A família está sendo assistida pela ONG Rio de Paz e pelo escritório João Tancredo. Nove dos 10 militares envolvidos  no caso  dos 80 tiros tiveram a prisão temporária convertida em prisão preventiva em audiência de custódia, realizada no último dia 10.