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O motorista, Evaldo dos Santos Rosa morreu na hora e seu sogro, Sérgio, ficou ferido; esposa de Evaldo, outra mulher e uma criança também estavam no veículo e não se feriram; família estava a caminho de um chá de bebê

Evaldo dos Santos Rosa, vítima de ação do Exército
Reprodução/redes sociais
Evaldo dos Santos Rosa foi morto pelo Exército quando estava a caminho de um chá de bebê

Militares do Exército atiraram mais de 80 vezes contra o carro de uma família e mataram um homem e feriram outro na tarde do último domingo (7), nas imediações do Piscinão de Deodoro, em Guadalupe, zona oeste do Rio de Janeiro.

O Exército afirmou inicialmente que os militares se depararam com um assalto e teriam sido atacados pelos suspeitos. Eles disseram que responderam à agressão e atiraram contra o carro. Um morador da região, no entanto, divulgou um vídeo nas redes sociais em que afirma que as vítimas não eram assaltantes. As vítimas não estavam armadas e estavam a caminho de um chá de bebê.

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Evaldo dos Santos Rosa morreu na hora. Seu sogro Sérgio, foi ferido nos glúteos e seu quadro é estável. Também estavam no carro a esposa de Evaldo, o filho deles de 7 anos e uma amiga da família, que não se feriram. Um pedestre que passava pelo local também ficou ferido no tiroteio.

Carro branco atingido por mais de 80 disparos do Exército cercado por civis
Reprodução
Polícia Civil acredita que militares confundiram carro da família com o de assaltantes





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O delegado da Polícia Civil Leonardo Salgado, da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, disse que tudo indica que os militares confundiram o carro da família com um da mesma cor que havia passado antes pelo local e, supostamente, estava sendo dirigido por assaltantes.

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A Polícia Civil realizou a perícia no local, mas investigações devem ser conduzidas pelo próprio Exército . "A fim de realizar uma apuração preliminar da dinâmica dos fatos ocorridos, foi determinado pelo Comandante Militar do Leste que sejam coletados os depoimentos de todos os militares envolvidos, bem como ouvidas todas as testemunhas civis, o que está em andamento, nesse momento, na Delegacia de Polícia Judiciária Militar ativada na Vila Militar. O Ministério Público Militar já foi informado e está supervisionando a condução dessas oitivas", afirmou o Exército em nota. 

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