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Governador do Rio negou que tenha ignorado morte de Evaldo dos Santos; mais cedo, ele chegou a afirmar que não lhe "cabia tecer qualquer crítica"

Wilson Witzel
Antonio Cruz/Agência Brasil
Wilson Witzel afirmou que ação contra família de músico em Guadalupe foi um 'erro grosseiro' dos militares

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou nesta quinta-feira (11) que a ação que levou à morte do músico Evaldo dos Santos , em Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro, foi um "erro grosseiro" dos militares. Mais cedo, ele chegou a comentar brevemente o caso, mas havia falado que não lhe cabia "tecer qualquer crítica" a respeito do episódio.  Hoje, ele explicou que esperava a manifestação da Justiça Militar para se pronunciar.

"Eu tenho que me posicionar quando o juiz decreta a prisão, e foi decretada a prisão daqueles militares que atiraram contra aquela família", afirmou Witzel . "E eu desde já manifesto aqui os meus sentimentos pelo erro grosseiro que foi praticado por aqueles militares", ressaltou.

As declarações do governador foram feitas durante uma entrevista na manhã desta quinta ao jornal Bom Dia Rio , da TV Globo . O político ainda complementou sua fala dizendo que aguardava os indícios de autoria do crime e negou que tenha ignorado o caso.

A 1ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar converteu ontem (10) em prisão preventiva as prisões em flagrante de nove dos  10 militares detidos por dispararem 80 tiros  contra o carro onde estava o músico, no último domingo. Baleado na ação, Evaldo morreu e foi enterrado também ontem, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio.

"Estão me acusando de ter ignorado a morte do músico. Em hipótese alguma. Eu quero dizer que jamais faria algo abominável como isso. Eu só aguardei que a Justiça Militar se manifestasse, e assim ela o fez, decretando a prisão para que eu, como governador, pudesse me manifestar", destacou o governador.

"Como magistrado é prudente, pois também sou governador, eu aguardo minimamente os indícios de autoria, porque a materialidade está ali, nos mortos. Eu não sou um cidadão comum, eu sou um governador de Estado", afirmou.

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"Eu não posso sair por aí acusando o Exército Brasileiro de ter praticado um ato abominável. E foi praticado. A juíza decretou a prisão preventiva daqueles soldados, que não têm a capacidade, como tem a Polícia Militar, de fazer um policiamento", encerrou Witzel .

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