Depois de Brumadinho, outras barragens da Vale passaram a ser avaliadas com mais cautela
Divulgação/Vale
Depois de Brumadinho, outras barragens da Vale passaram a ser avaliadas com mais cautela

Três barragens da mineradora Vale, localizadas em Minas Gerais, entraram em alerta máximo para risco de rompimento. Em Macacos, distrito de Nova Lima, desperta atenção a barragem B3/B4, da Mina Mar Azul. Em Ouro Preto, o maior risco está nas barragens Forquilha I e Forquilha III, da Mina Fábrica.

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O nível de segurança das  barragens foi alterado de 2 para 3, que significa risco iminente de rompimento. Com a nova classificação, as sirenes de alerta foram acionadas em Ouro Preto e em Nova Lima. Esta é segunda vez que as sirenes são disparadas em pouco mais de um mês. A Vale explicou que auditores independentes declararam a instabilidade das estruturas por elas terem fator de segurança abaixo do novo limite estabelecido pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

“A Vale adotará as medidas necessárias, com apoio da defesa civil e os demais órgãos competentes, para orientar os moradores da Zona de Segurança Secundária de Macacos/Nova Lima e Ouro Preto e prepará-los, com treinamentos e simulado de evacuação, em caso de situação de rompimento de barragem”, disse a Vale por meio de nota.

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No comunicado, a mineradora informou que a  evacuação de pessoas e animais já ocorreu em 16 de fevereiro na região de Macacos e Nova Lima e em 20 de fevereiro na zona rural de Ouro Preto. A Vale também disse que não houve rompimento de nenhuma barragem e não haverá novas retiradas de moradores.

A Defesa Civil, por sua vez, informou que cerca de cinco mil moradores de regiões próximas devem ser treinados nos próximos dias. Dos que passarão pelo treinamento, 2.900 moram no distrito de Honório Bicalho, em Nova Lima, local onde a lama chegaria em cerca de uma hora. Outros 2.300 vivem na cidade de Raposos, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que seria atingida em cerca de 1 hora e 45 minutos em caso de rompimento.

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As barragens B3/B4, Forquilha I e III são do tipo a montante, mesmo modelo da estrutura que rompeu em Brumadinho (MG) em janeiro deste ano. As três barragens , segundo a mineradora, estão inativas e, portanto, não recebem mais rejeitos.

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