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Tiroteio que deixou mortos no cinema do Morumbi Shopping completa 20 anos em 2019; no ano passado, atirador matou cinco em igreja de Campinas

Massacres em escolas lembram o de Realengo que, em abril de 2011, deixou mortos na Escola Municipal Tasso da Silveira
Reprodução/Wikipedia
Massacres em escolas lembram o de Realengo que, em abril de 2011, deixou mortos na Escola Municipal Tasso da Silveira

Embora os Estados Unidos ainda sejam palco principal para atentados do tipo, o Brasil já possui histórico de ataques semelhantes ao que aconteceu, na manhã desta quarta-feira (13), na escola estadual Professor Raul Brasil , em Suzano, na Grande São Paulo. Com o ataque de hoje, que deixou pelo menos dez mortos, o Brasil já acumula sete massacres semelhantes. 

O primeiro atentado nacional que vem a mente de todo o brasileiro em casos de tiroteios dentro de escolas é o de Realengo, no Rio de Janeiro. No entanto, massacres semelhantes já foram registrados em Goiânia (GO), em Medianeira (PR), em Janaúba (MG), em Campinas (SP) e na própria capital paulista. Alguns dos casos não aconteceram em instituições de ensino, mas em igrejas e até em cinemas.  

Agora, em 2019, completam-se 20 anos do tiroteio que deixou mortos no cinema do Morumbi Shopping , na capital paulista. O crime aconteceu em novembro de 1999, quando um estudante de Medicina entrou em uma das salas de cinema do shopping e abriu fogo contra a plateia. A tragédia aconteceu durante uma sessão do filme Clube da Luta. Três pessoas morreram, quatro ficaram feridas e o atirador só parou quando foi contido por policiais.

O caso mais recente aconteceu em dezembro do ano passado, quando um homem invadiu uma missa  na Catedral Metropolitana de Campinas, em São Paulo, e abriu fogo contra fiés. Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, matou cinco pessoas e depois cometeu suicídio. Outras quatro ficaram feridas após serem atingidas pelos disparos. A maioria das vítimas eram idosas. 

Ainda em 2018, no mês de setembro, um  adolescente de 15 anos entrou armado no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná. Ele atirou contra colegas de classe, deixando dois feridos. Ninguém morreu neste ataque e o autor dos disparos foi apreendido, juntamente a outro adolescente suspeito de ter dado cobertura. Com a dupla, foi apreendida uma faca, um revólver calibre 22 e munição.

Em outubro de 2017, na cidade mineira de Janaúba, um vigia provocou um incêndio criminoso em uma sala de aula da creche Gente Inocente onde trabalhava . Na ocasião, Damião Soares dos Santos, de 50 anos, jogou combustível em si próprio e nos alunos, e depois ateou fogo. O atentado matou nove crianças e uma professora, que tentou salvar os estudantes. O próprio vigia também não resistiu aos ferimentos. 

Também em outubro de 2017, dois alunos morreram durante um tiroteio ocorrido dentro do Colégio Goyases , localizado no Conjunto Rivieira, na região leste de Goiânia. O autor do ataque a tiros foi um jovem de 14 anos de idade e estudante do oitavo ano do ensino fundamental na escola.

Ele foi detido e encaminhado à delegacia e à época, contou à Polícia Civil que se inspirou em Realengo e no massacre de Columbine , nos Estados Unidos — que deixou 12 alunos e um professor mortos em abril de 1999.

O caso de Realengo , na zona oeste do Rio, foi em abril de 2011. No episódio, 12 pessoas foram mortas e 22 ficaram feridas na Escola Municipal Tasso da Silveira. Era para ser uma quinta-feira como outra qualquer, mas uma hora depois do início das aulas, por volta das 8h30, a calmaria foi interrompida.

Com o pretexto de que iria para uma palestra com ex-alunos, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou no colégio, seguiu para duas classes localizadas no primeiro andar do prédio, matou a tiros 10 meninas e dois meninos .

Somadas, as mortes deixadas por todos esses massacres já chegam a 43 – contando com os dez mortos do ataque de hoje, cujo saldo de vítimas fatais ainda pode aumentar. 

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