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Governador do Rio, Wilson Witzel, convidou o investigador para passar quatro meses no exterior; substituto de Lages ainda não foi apontado

Delegado responsável pelo caso Marielle será afastado
REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL
Delegado responsável pelo caso Marielle será afastado

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou na manhã desta quarta-feira (13), que o delegado responsável pelas investigações dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, Giniton Lages, vai deixar a função para estudar na Itália. 

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Witzel disse que convidou o delegado para fazer um intercâmbio com a polícia da Itália, com o objetivo de estudar máfia e movimentos criminosos. O investigador deve ficar no país por quatro meses e não será exonerado do cargo. 

O governador alega que fez o convite pois Lages está "cansado" e a investigação "teve um certo esgotamento da pessoa". Ele negou que seja estranho tirá-lo do caso a essa altura porque outros delegados continuarão cuidando do caso. "Giniton não está sendo afastado de nada", garantiu. O possível substituto ainda não foi apontado.

"Convidei [para o intercâmbio] porque ele está cansado. Está esgotado. É uma investigação que teve um certo esgotamento da pessoa. Como ele está com a experiência adquirida e nós estamos com o intercâmbio com a Itália exatamente para estudar máfia, movimentos criminosos, ele vai fazer essa troca de experiência com a polícia italiana", afirmou Witzel.

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“Não foi o Giniton que ficou trabalhando em cima das informações que foram colhidas. Ele foi aquele que direcionou. Neste momento, colocar outra pessoa que está até mentalmente mais tranquilo pra continuar é natural”, completou.

O afastamento ocorre logo após a prisão de Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, dois ex-policiais militares detidos nessa terça-feira (12) por serem os responsáveis pela execução da vereadora. Agora, a investigação segue para a segunda fase, com objetivo de descobrir um possível mandante do crime.

Hoje, a Polícia Civil cumpriu  16 novos mandados de busca e apreensão relativos à investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista. O material apreendido foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital, que investiga o caso. 

Em 2018, o delegado foi acusado pelo miliciano Orlando da Curicica, atualmente preso, de tentar pressioná-lo para confessar a autoria do crime. A intenção seria acobertar os autores reais. Lages negou, na época.