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Até esta sexta, 190 pessoas foram ao hospital depois de terem sido atacadas, mas apenas cinco procuraram a Delegacia Móvel para registrar o caso

Uma das vítimas prestou depoimento e descreveu o suspeito dos ataques com agulhas
Divulgação/Polícia Civil
Uma das vítimas prestou depoimento e descreveu o suspeito dos ataques com agulhas

A Polícia Civil de Pernambuco divulgou, nesta sexta-feira (8), o retrato falado do suspeito de atacar foliões com agulhadas durante o carnaval no grande Recife. Até a manhã desta sexta, 190 pessoas haviam relatado o ataque com agulhas de seringa. Uma das vítimas conseguiu descrever a fisionomia do suspeito e a imagem foi feita a partir disto.

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Uma delegacia móvel foi montada no Hospital Correia Picanço, que é referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas, onde a maior parte das vítimas dos ataques com agulhas procurou atendimento nesta unidade de saúde.

Até agora, cinco pessoas procuraram a unidade móvel da Polícia Civil , mas apenas uma das vítimas foi capaz de descrever o autor dos ataques. "Não significa que temos apenas um autor dos crimes. Uma das vítimas, que foi atingida em Olinda, conseguiu fazer a descrição, mas podemos ter outros [envolvidos]. Aquelas que visualizaram os autores, têm importância significativa para a polícia. Elas podem auxiliar a identificar e levar à prisão esses autores", explicou o delegado Joselito Kehrle, chefe da Polícia Civil.

Entre as pessoas que registraram a ocorrência, duas vítimas afirmaram com certeza que foram perfuradas por agulhas de seringa, informando dia e local. Os crimes aconteceram em Olinda e em Recife . De acordo com o delegado, a maioria das vítimas são mulheres.

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Kehrle disse que "durante o atendimento médico, muitos relatam o constrangimento em fazer o boletim de ocorrência. Lembramos que essas pessoas são vítimas e o registro é importante para prender o autor".

Quem tiver mais informações sobre os casos também podem entrar em contato com a polícia no telefone (81) 3182-6091. A Polícia Civil está investigando o crime que, por enquanto, está enquadrado como "expor a risco a vida de outrem por transmissão de moléstia grave".  

As pessoas que procuraram os Hospital Correia Picanço  relataram terem sido furadas com agulhas de seringa, principalmente nos braços e nas costas. Todos os pacientes foram testados para HIV e receberam um coquetel de prevenção ao vírus. Os resultados dos exames não foram divulgados.

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