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Até quarta-feira (6), 25 pessoas haviam procurado o Hospital Correia Picanço; diretor da unidade de saúde afirmou que movimento é atípico

Hospital Correia Picanço recebeu vítimas dos ataques que ocorreram durante o carnaval
Divulgação/SES
Hospital Correia Picanço recebeu vítimas dos ataques que ocorreram durante o carnaval

Mais de cem pessoas já relataram terem sido atacadas com agulhas de seringas durante o carnaval no Grande Recife, de acordo com o Hospital Correia Picanço, onde as vítimas foram atendidas, na zona norte de Recife. Até esta quarta-feira (6), eram 25 relatos.

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O hospital que é referência no atendimento de doenças infecto-contagiosas atendeu quatro vezes mais pessoas que se queixaram dos ataques com agulhas nas últimas 24 horas do que em todo o resto do carnaval . O diretor do hospital, Thiago Ferraz, afirmou ao G1 que a procura por este tipo de atendimento não é comum.

Ferraz afirmou também que o centro de saúde passou a ser mais procurado após as primeiras notícias. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), na terça-feira (5) ao menos dez casos de picadas de agulha haviam sido contabilizados.

“É um movimento atípico, totalmente excepcional. Fugiu muito do que é o nosso padrão de número de atendimentos, principalmente por ser uma época de feriado. Então, leva a crer que aconteceu alguma coisa fora do comum”, explica o diretor do hospital.

Quem procura o hospital afirma ter sido furado, em geral no braço ou nas costas. “O ferimento é uma lesão puntiforme, é um ponto no braço nas costas. Parece como se tivesse recebido uma vacina ou injeção”, explicou Ferraz.

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Segundo a SES, todos os pacientes já foram liberados. Antes disso, foram testados e tomaram um coquetel de medicamentos que são ministrados para prevenção da contaminação pelo vírus HIV .

O diretor do Correio Picanço, no entanto, esclareceu que o risco de infecção por HIV nestes casos é baixo. "O risco de transmissão em relação ao HIV para lesões perfuro-cortantes é baixa, menor que 0,5%". Mesmo assim, as vítimas também receberam a orientação de voltar à unidade de saúde em 30 dias, prazo necessário para a conclusão desse tratamento.

A Polícia Civil de Pernambuco abriu um inquérito para investigar os casos. Além disso, a corporação informou que vai enviar um ofício ao Hospital Correia Picanço para obter informações sobre as vítimas que foram buscar atendimento médico na unidade de saúde. O objetivo é apurar o crime de “exposição ao risco à vida de outrem por transmissão de moléstia grave”.

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A Polícia Civil pediu às vítimas que procuraram a unidade de saúde durante e após o carnaval que também procurem delegacias para registrarem boletins de ocorrência. Cada caso vai motivar a abertura de um inquérito distinto.

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