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Os corpos de duas pessoas ainda aguardam identificação; As buscas continuam pelas 126 pessoas que ainda estão desaparecidas

Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais continuam trabalhando nas buscas dos desaparecidos
Ricardo Stuckert / Fotos Públicas
Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais continuam trabalhando nas buscas dos desaparecidos

Subiu para 182 o número de vítimas fatais do rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão da Vale, em Brumadinho (MG). Foram encontrados também outros dois corpos, que até o fim do dia não tinham sido identificados, segundo informou a Defesa Civil do estado de Minas Gerais nesta quarta-feira (27).

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O balanço divulgado pela Defesa Civil, que atua nas buscas em Brumadinho , informa que 126 pessoas continuam desaparecidas em meio à lama e aos rejeitos que cobrem uma grande área na região metropolitana de Belo Horizonte.

Além das vidas humanas, o rompimento da barragem afetou gravemente o meio ambiente da região. Também nesta quarta-feira, foi divulgado um estudo da Fundação SOS Mata Atlântica que aponta que o rio Paraopeba está morto. A análise feita pela entidade não encontrou nenhum sinal de vida ao longo de mais de 30 quilômetros do rio.

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As análises feitas em 22 amostras de água do Paraopeba mostram que o nível de cobre chega a ser 600 vezes maior do que o aceitável. Quando a água é usada para abastecimento humano, irrigação em produção de alimento, pesca e atividades de lazer, a quantidade máxima de cobre é de 0,009 mg/l (miligramas por litro), mas nas amostras ela variou de 2,5 a 5,4 mg/l.

Um mês depois , as buscas por vítimas da tragédia do rompimento da barragem da Vale continuam incessantes. O Corpo de Bombeiros mineiro estima que os trabalhos de buscas devem se estender por mais dois ou três meses. Afirma também que a procura não vai cessar enquanto todos os corpos não tiverem sido encontrados.

No dia 25 de janeiro, a barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, que pertence à Vale e está localizada em Brumadinho , cidade da Grande Belo Horizonte, se rompeu. Parte do município foi invadido pela lama e pelos rejeitos de minério, deixando centenas de mortos e feridos. Muitas das vítimas são funcionários ou terceirizados da própria Vale, que tinha um complexo administrativo no local.