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Exames apontaram presença de alumínio e cobre acima dos níveis recomendados; governo de Minas garante que isso não significa intoxicação

Além dos bombeiros, o leito do rio e a lama com rejeitos também estão sendo testados para níveis de metais
Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
Além dos bombeiros, o leito do rio e a lama com rejeitos também estão sendo testados para níveis de metais

O governo de Minas Gerais informou nesta quarta-feira (20) ter detectado níveis anormais de metais no organismo de quatro profissionais do Corpo de Bombeiros Militar do estado. Os profissionais atuam no salvamento e nas buscas de Brumadinho (MG). Em nota, o governo afirmou que os níveis detectados estão acima do recomendado por amostra.

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Três exames laboratoriais indicaram uma elevada quantidade de alumínio nos corpos dos bombeiros, enquanto um quarto identificou a presença de cobre. O governo de Minas garante que a alteração não significa uma intoxicação aguda pelos dois tipos de metais e até o momento os bombeiros que trabalham em Brumadinho não apresentam nenhum sintoma adverso.

"É esperado que, após a interrupção da exposição, os níveis destes metais no organismo sejam normalizados", afirmou o executivo estadual no comunicado.

Ainda segundo a assessoria do governo de Minas Gerais , os profissionais não foram afastados dos trabalhos, apenas não estão mais em contato direto com a lama. Com a interrupção da exposição, os níveis de metais no sangue devem ser normalizados.

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O Corpo de Bombeiros disse à Agência Brasil que estima que, ao todo, cerca de mil pessoas tenham tido contato direto ou indireto com a lama de rejeitos da barragem, inclusive por inalação. "Houve muito revezamento [de agentes]. Depois de todos os exames, somente três militares da tropa que trabalhou lá apresentaram alguma alteração, que pode ser de lá ou de outros lugares onde eles podem ter trabalhado", disse em nota, acrescentando que a tropa será acompanhada por 20 anos.

Além dos bombeiros que atuam na região, o monitoramento de metais também tem sido feito no leito do rio Paraopeba e em amostras da lama de rejeitos. O objetivo dessas ações é resguardar a saúde da população e dos envolvidos nas buscas.

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Atualmente, há 121 bombeiros trabalhando no local da tragédia. A barragem da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, se rompeu no dia 25 de janeiro, em Brumadinho (MG). Até agora,  169 mortes foram confirmadas e outras 141 pessoas estão desaparecidas.

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