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Em áudios obtidos pela investigação, Nicolly Sapucci afirma que estava "com medo de ser morta" e que o ex-marido era "louco"; detento confessou crime

O detento, que estava preso desde 2018, espancou e matou a jovem durante uma visita íntima
Reprodução/Facebook
O detento, que estava preso desde 2018, espancou e matou a jovem durante uma visita íntima

A jovem Nicolly Guimarães Sapucci,  assassinada pelo ex-marido durante visita íntima no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí no último dia 27, alertou uma amiga que tinha medo de ser morta e que o preso "era um louco". 

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A jovem de 22 anos foi espancada e morta pelo ex-marido durante a visita. De acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher de Jundiaí, Nicolly caiu de uma beliche e depois foi atingida no rosto por socos e chutes de Maicon Denis Freitas, de 25 anos.

Perto do horário de término de visitação, um agente percebeu que a jovem não havia deixado a cela do ex-marido e, nesse momento, outros detentos pediram socorro e avisaram que Nicolly havia "sofrido um acidente". Segundo a Polícia Civil, a jovem morreu por traumatismo craniano. O detento confessou o crime e disse que foi motivado por uma briga por conta de ciúme.

Em áudios obtidos pelo inquérito que investiga o caso, Nicolly manda um recado para uma amiga pelo Whatsapp contando sobre comentários que recebeu depois de ter publicado fotos em um aniversário nas redes sociais.

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Maicon teria ficado sabendo dessas fotos e ela, incomodada com os boatos, estava com medo que a sogra visitasse o preso e contasse que era "patifaria" o que ela estava fazendo. Sendo assim, Nicolly foi ao CDP para esclarecer os fatos.

"Mal acordei e já veio bomba. A mãe do Maicon não foi mandar mensagem para o [conhecido da vítima] falando que era patifaria o que eu estava fazendo? Postando essas fotos no Facebook de biquíni e foto com menino. O menino é meu primo e tinha mais gente lá para comemorar o aniversário”, diz Nicolly. 

No áudio, a jovem também afirma que “não tinha mais nada” com o preso, e que ele era "louco". “Vou ter que ir no CDP, só que agora estou com medo. E se ele tentar me matar lá dentro? Ele é louco. Ele vai vir perguntar, mas ninguém tem prova que a gente ficou. Pode ficar tranquila que eu vou tentar desenrolar, se ele não me matar. Mas você sabe que eu estou indo no CDP, se acontecer qualquer coisa comigo você sabe que foi ele", alertou a vítima. 

Durante depoimento, Maicon afirmou que a vítima tinha cíume de um relacionamento antigo dele e essa era a causa da briga. No entanto, a investigação reuniu informações e relatos e acredita que era o contrário, quem tinha ciúme era o detento.

A polícia já ouviu depoimentos do agressor, da mãe de Nicolly e de alguns funcionários do presídio. A investigação acredita que o casal tenha terminado duas semanas antes do crime. Antes disso, a vítima o visitava regularmente e, na última vez, voltou para esclarecer aos boatos e explicar ao ex que queria seguir sua vida com o filho de 4 anos. 

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Maicon foi autuado em flagrante pelo homicídio da jovem e responde por feminicídio. Ele foi transferido para uma penitenciária de segurança máxima em Presidente Venceslau, em São Paulo. 




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