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Sindicato realiza nova assembleia na quinta para discutir possibilidade de paralisação já na sexta-feira ou início da próxima semana; categoria discorda de nova escala de trabalho e pede a readmissão de operador demitido

Além de discussão sobre greve no Metrô, funcionários e empresa discutem condições de trabalho na linha 15-Prata
Edson Lopes JR/A2 Fotografia - 11.11.13
Além de discussão sobre greve no Metrô, funcionários e empresa discutem condições de trabalho na linha 15-Prata

Os metroviários de São Paulo realizarão nova assembleia na quinta-feira (7) para discutir a possibilidade de uma greve no Metrô de São Paulo. A categoria ainda avalia se a eventual paralisação terá duração de 24 horas já na sexta-feira (8) ou se ocorrerá no início da próxima semana.

Nessa segunda-feira (4), os funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo decidiram não efetivar a promessa de greve no Metrô prevista para hoje. A categoria aceitou pedido da empresa para manter as negociações.

Os metroviários cobram a reintegração do operador de trem Joaquim José, demitido por justa causa, no fim do mês passado, após ser responsabilizado por uma falha que paralisou as operações na linha 1-Azul no último dia 23. 

À ocasião, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) disse que o operador descumpriu procedimento orientado pelo Centro de Controle de Operações (CCO) e danificou um equipamento de via próximo à estação Jabaquara.

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Os funcionários do Metrô também não aceitam a nova escala de trabalho proposta pela empresa e reclamam do aumento da jornada de trabalho. Os representantes da companhia, segundo informou o Sindicato dos Metroviários SP , só aceitam readmitir Joaquim José caso a categoria aceite a nova escala.

Na prática, o novo esquema de trabalho que a empresa propõe reduz o número de folgas que os funcionários do período noturno têm direito e também eleva suas cargas horárias de 36 para 40 horas semanais.

Em nota, o sindicato disse que exige reunião com a presença da diretoria da empresa e promete manter a mobilização com a "retirada do uniforme, uso de adesivos e sem quebra-galhos".

Nesta terça-feira, a entidade sindical divulgou detalhes de uma cobrança de esclarecimentos realizada no segundo semestre do ano passado a respeito das condições de trabalho em estações da linha 15-Prata do monotrilho.

O diretor de assuntos corporativos do Metrô, Alfredo Falchi Neto, reconheceu a falta de itens como vestiários e equipamentos para os funcionários realizarem suas refeições. Na resposta, assinada em 15 de outubro, Falchi Neto prometeu que as carências seriam resolvidas.

Paralelamente às discussões sobre a possível greve no Metrô , o sindicato enviou novo ofício ao diretor da empresa no início deste mês. Os metroviários apontaram vulnerabilidade no sistema que opera os trens da Linha 15-Prata, o que teria ocasionado acidente ocorrido no último dia 29 . A empresa, no entanto, alegou que o acidente decorreu de falha humana, conforme laudo elaborado pela Comissão Permanente de Segurança do Metrô.

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