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Categoria pede garantias ao Metrô e revisão de demissões de funcionários nos últimos meses; nova assembleia da categoria será na quinta-feira (6)

Outra medida do Metrô que revoltou os trabalhadores ocorreu com a demissão do Operador de Trem Joaquim José
Larissa Pereira/ iG São Paulo
Outra medida do Metrô que revoltou os trabalhadores ocorreu com a demissão do Operador de Trem Joaquim José

Os metroviários decidiram nesta segunda-feira (4) suspender a greve que seria realizada amanhã (05) em São Paulo. Uma nova reunião com o Metrô foi marcada para para esta terça-feira (5) às 10 horas da manhã e uma nova assembleia acontecerá na quinta-feira (6).

Um dos coordenadores do sindicato da categoria Wagner Fajardo informou que o Metrô “apresentou uma proposta de abrir um processo de negociação”. Durante o dia, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) realizou uma reunião entre o Sindicato dos Metroviários e a Companhia do Metropolitano (Metrô). Sem acordo, o desembargador Fernando Álvaro Pinheiro, relator do caso, deu liminar limitando a paralisação.

Pela decisão do juiz, os trabalhadores deveriam manter 80% dos serviços em horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 60% dos demais períodos. Em caso de descumprimento da medida, ele fixou multa no valor de R$ 350 mil por dia.

O estado de greve da categoria é motivada pelo acidente do dia 29 de janeiro, quando dois trens se chocaram na Linha 15-Prata, parando as atividades por horas. Os  metroviários  afirmam não terem recebido apoio necessário da empresa diante das reclamações dos usuários, bem como se sentiram inseguros.

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Leia a nota oficial do Sindicato dos Metroviários de São Paulo :

A categoria está em luta contra os ataques da empresa na tentativa de retirar direitos, privatizar e terceirizar ainda mais o transporte público. Foram realizadas setoriais nas áreas, reuniões, atos, uso de adesivo contra a privatização e retirada de uniformes na Operação.

O grave acidente ocorrido no dia 29/1, com o choque de dois trens na Linha 15-Prata do Monotrilho, expõe as condições de risco que os trabalhadores e a população sofrem nessa linha. Estações foram entregues às pressas e com vários problemas de segurança, sem acabamento e iluminação.

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Outra medida do  Metrô  que revoltou os trabalhadores ocorreu com a demissão injusta do Operador de Trem Joaquim José. Funcionário há 33 anos e diversas vezes elogiado pelos serviços prestados, ele foi demitido por justa causa sem qualquer apuração após agir em um incidente na Linha 1-Azul. 

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