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Brumadinho recebeu um reforço de 400 homens da escola de polícia nesta quarta-feira; militares israelenses devem encerrar o trabalho na sexta-feira

Equipes de resgate trabalham em Brumadinho, Minas Gerais; eles atuam no lugar desde o rompimento da barragem, sexta
Ricardo Stuckert / Fotos Públicas
Equipes de resgate trabalham em Brumadinho, Minas Gerais; eles atuam no lugar desde o rompimento da barragem, sexta

Novas informações a respeito de Brumadinho surgiram após uma entrevista coletiva concedida pelos porta-vozes da Defesa Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, nesta quarta-feira (30). Mais cedo, foi divulgado um novo plano para o caso de haver elevação da barragem 6, próxima à barragem 1, que se rompeu. Mas os porta-vozes informaram que não há risco e que a barragem está sendo monitorada 24 horas por dia.

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Enquanto o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, afirmou que a barragem 6 em Brumadinho está segura, o tenente Flávio Godinho, da Defesa Civil, informou o plano de contingência para o caso de elevação.

Godinho afirmou que a Vale vai estabelecer sete pontos de acolhimento para as vítimas da tragédia, onde haverá médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. Em caso de alerta, os moradores deverão se deslocar para esses pontos específicos.  Também será oferecida alimentação e atendimento jurídico em relação aos direitos trabalhistas. Todos deverão ter transporte gratuito para esses locais e para o IML.

Aihara informou que 15 aeronaves estão sendo utilizadas para as buscas na tarde desta quarta e um reforço de 400 homens da escola de polícia já está no local. Os militares israelenses devem encerrar os trabalhos de busca já na próxima sexta-feira, mas "isso ainda está sendo articulado".

Quando questionado sobre motivo do reforço não ter vindo antes, Aihara disse que não era o momento "oportuno" e que agora os novos homens farão um revezamento com os resgatistas que já trabalham desde o começo da operação. 

O número de mortos e desaparecidos deverá ser atualizado só no fim do dia, mas o porta-voz da Defesa Civil revelou que 51 dos 84 mortos já foram identificados. No total, 176 pessoas estão desalojadas.

Segundo Aihara, 32 animais foram resgatados e estão em duas fazendas na região do Córrego do Feijão, sendo supervisionados por mais de 10 veterinários. Além disso, três animais tiveram que sofrer eutanásia. 

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O tenente também afirmou que a propagação de fake news está atrapalhando o trabalho das equipes de resgate e que a informação de que os militares estariam contaminados por uma lama "tóxica" é falsa. Ele afirma que a população não deve se preocupar com intoxicação.

Além disso, cinco sobreviventes irão prestar depoimento hoje. O delegado Luis Carlos Ferreira, porta-voz da Polícia Civil, afirma que os corpos estão chegando em estado bastante danificado e os funcionários estão tendo que "montar um quebra-cabeça". O IML priorizará a identificação por arcada dentária e DNA. 

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Por sua vez, o major Flávio Santiago, da PM, ressaltou que houve acidentes com pessoas que tentaram entrar nas áreas de busca sem autorização e lembra que somente o Corpo de Bombeiros pode determinar quem está autorizado a entrar nesses locais.

Ao menos 30 voluntários, de Brumadinho e do Paraná, poderão auxiliar em algumas áreas consideradas "mornas" para procurar vestígios. Eles já estão cadastrados e, em breve, será liberado um outro link para pessoas que tenham interesse em ajudar. 

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