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Já é a 14ª noite seguida de terror no Ceará; ataques começaram no dia 2 de janeiro, por conta do aumento da fiscalização dentro do sistema prisional

Homens  foram presos suspeitos de tentar derrubar uma torre de telefonia em Fortaleza, capital do Ceará
Reprodução/TV Globo
Homens foram presos suspeitos de tentar derrubar uma torre de telefonia em Fortaleza, capital do Ceará

Na 14ª noite seguida de terror no Ceará, criminosos incendiaram um caminhão e tentaram derrubar uma torre de telefonia em Fortaleza nesta terça-feira (15). Desde o início da onda de ataques, no dia 2 de janeiro, foram 206 ações criminosas confirmadas em 46 dos 184 municípios do estado.

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Segundo a polícia, dois homens jogaram gasolina e atearam fogo no caminhão por volta das 23h30 no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza, capital do Ceará . Eles ainda tentaram incendiar outros veículos, mas a população chamou a polícia e conseguiu impedir. Os próprios moradores do local apagaram o fogo. 

Na mesma noite, por volta das 19h30, três homens foram presos suspeitos de tentar derrubar uma torre de telefonia da cidade, na Avenida Dioguinho, no bairro Praia do Futuro. Policiais que passavam perto do local perceberam a movimentação e conseguiram impedir os suspeitos, que estavam com bombas caseiras (coquetel molotov). A Polícia ainda investiga se havia outra pessoa envolvida na ação.

Em resposta aos ataques, o Ministério da Justiça enviou mais um reforço para o estado. Dessa vez, novos 355 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram enviados ao estado e chegaram nesta terça-feira (15). Eles vão trabalhar para evitar novas ações criminosas contra viadutos, torres de transmissão de energia e rodovias do estado. O governo do Ceará também convocou 1,2 mil policiais militares da reserva para combater os ataques, eles têm até esta quarta-feira (16) para se apresentar voluntariamente e receberão uma ajuda de custo de R$ 1,3 mil além do salário de aposentados que já recebem.

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Além destes, 406 agentes da Força Nacional e 143 policiais militares de outros estados foram deslocados para o Ceará para ajudar no patrulhamento das cidades. Ao todo, 206  ataques criminosos foram registrados em pelo menos 46 das 184 cidades do estado desde o dia 2 de janeiro. Segundo a Polícia Militar e a secretaria de Segurança Pública do estado, mais de 360 pessoas já foram detidas.

Áudios compartilhados entre membros de facções revelaram que as ordens para as ações contra ônibus, prefeituras e prédios públicos partiram de dentro dos presídios. Em uma revista rígida realizada no último dia 6 de janeiro, as autoridades apreenderam 407 celulares juntando todas as unidades prisionais do estado.

Em uma das mensagens interceptadas, um detento ordena "uns toca fogo na prefeitura, uns toca fogo nas coisa lá dos policial, tá ligado?". Outros áudios também revelam que diz que a sequência de crimes é uma tentativa de fazer com que o secretário da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuqurque, desista das medidas que tornam mais rigorosa a fiscalização nos presídios no Ceará, como a apreensão de drogas, armas e celulares nas celas.

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Em entrevista concedida na noite de terça-feira (15) à GloboNews , o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, comentou a onda de violência no Ceará e disse que a situação está "caminhando para a normalidade". "Com a cooperação entre o governo federal e estadual, os incidentes têm diminuído sensivelmente", disse antes de apresentar dados que indicam que, por volta do dia 6 de janeiro, os ataques atingiram o pico de 77 ocorrências e, agora, estão em menos de seis por dia.

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