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Deputados estaduais aprovaram pacote de medidas do governo, que inclui criação de lei para pagar recompensa a quem informar sobre autoria de crimes; medidas já foram sancionadas pelo governador Camilo Santana (PT)

Onda de ataques criminosos no Ceará teve início após governo anunciar regras mais rigorosas em presídios
Reprodução/Twitter
Onda de ataques criminosos no Ceará teve início após governo anunciar regras mais rigorosas em presídios

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou o pacote de medidas proposto pelo governo de Camilo Santana (PT) para tentar frear a onda de ataques criminosos no estado , que chegou neste domingo (13) ao seu 12º dia. As leis de combate à criminalidade no estado já foram sancionadas e publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE), passando a valer desde já.

As medidas preveem a convocação de policiais da reserva para retornarem ao trabalho e também altera leis para ampliar o limite de horas extras que o governo é autorizado a pagar aos policiais militares e civis, além dos bombeiros e agentes. O pacote inclui também a criação de uma lei para pagar recompensa a quem denunciar envolvidos com os crimes no Ceará .

Os deputados  iniciaram a discussão das medidas na tarde desse sábado (12) em sessão extraordinária convocada pelo governador e que adentrou a noite.

O pacote de medidas aprovado inclui ainda restrições ao uso de áreas no entorno dos presídios do Ceará. A situação penitenciária do estado, que passou a adotar política mais rigorosa com os detentos, é pivô da onda de ataques que já chegou a ao menos 43 cidades, em especial na região metropolitana de Fortaleza.

A segurança no estado, que agora contará com o reforço dos policiais da reserva, já foi intensificada com a presença de equipes da Força Nacional enviados pelo governo federal após autorização do ministro Sérgio Moro. Agentes da Polícia Rodoviária Estadual de outros estados do Nordeste também foram deslocados para atuar no Ceará temporariamente.

Desde que os crimes começaram a acontecer, o governo transferiu 39 chefes de organizações criminosas para presídios federais e ao menos 335 pessoas foram presas, segundo balanço divulgado pelo governo estadual na noite de ontem. Também foram apreendidas cinco toneladas de explosivos que estavam armazenados em um depósito clandestino.

Leia também: Bolsonaro defende que ataques no Ceará sejam classificados como terrorismo

A onda de violência no Ceará teve início em 2 de janeiro após o governo estadual anunciar medidas para tornar mais rigorosa a fiscalização nos presídios. Na madrugada de ontem, criminosos derrubaram uma torre de transmissão de energia elétrica detonando bombas no local, e explodiram uma concessionária de veículos. Já neste domingo, uma ponte na BR-116 foi alvo de ataque a bombas na região da capital cearense.

*Com informações da Agência Brasil

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