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Pedido do Ministério Público de Goiás foi aceito e dinheiro ficará reservado para pagar as vítimas do médium e as reparações de danos morais coletivos

Justiça determinou o bloqueio de R$ 50 milhões das contas de João de Deus
Divulgação
Justiça determinou o bloqueio de R$ 50 milhões das contas de João de Deus

A pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o Tribunal de Justiça Estadual (TJ-GO) determinou o bloqueio de R$ 50 milhões de contas pessoais de João de Deus. Segundo o MP-GO, o pedido foi atendido na noite desta quinta-feira (27). 

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No pedido apresentado à Justiça, os promotores pedem que R$ 20 milhões sejam destinados a reparar as eventuais vítimas de João de Deus , que é acusado de abusar sexualmente de mulheres que frequentavam o centro espírita Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Os R$ 30 milhões restantes devem ficar reservados para indenizar danos morais coletivos.

Só em uma mala encontrada num dos endereços de João de Deus, a polícia apreendeu R$ 1,2 milhão. No mesmo local, haviam ainda US$ 908 e 770 euros, além de pedras preciosas. O médium está preso em caráter preventivo desde o último domingo (16), quando se entregou à polícia. Ele está detido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO).

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Também nessa quinta-feira, o juiz Wilson Safatle Faiad, responsável pelo plantão no Tribunal de Justiça de Goiás, decidiu pela substituição de uma das prisões preventivas contra o médium João de Deus por prisão domiciliar , no caso de posse ilegal de armas. O pedido foi feito pela defesa um dia após a decisão, quando o líder espiritual já estava preso.

O juiz estabeleceu uma série de condições para a concessão da prisão domiciliar, como pagamento de fiança de R$ 1 milhão, monitoração eletrônica, recolhimento do passaporte e desde que não esteja preso por outro motivo. Apesar da decisão, João de Deus continua preso por causa das acusações de crimes sexuais. Ele nega as acusações.

Até a última quarta-feira, o MP-GO já tinha recebido mais de 600 mensagens de mulheres que afirmam ser vítimas do médium. Nem todos os contatos serão convertidos em inquéritos já que, além de avaliar a consistência dos relatos, os promotores precisam verificar quais deles caracterizam potenciais casos de abuso sexual.

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João Teixeira de Faria, o  João de Deus  , é suspeito de ter praticado crimes de estupro, estupro de vulnerável (quando cometido contra menor de 14 anos ou quem esteja em situação de vulnerabilidade) e violação sexual mediante fraude. A Força-Tarefa também pretende investigar uma  denúncia de lavagem de dinheiro contra o líder espiritual .

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