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Decisão é válida para a acusação de porte ilegal de armas e como ainda teve prisão preventiva por crimes sexuais, o médium vai continuar na prisão

João de Deus conseguiu a primeira concessão de prisão domiciliar
Cesar Itiberê/ Fotos Públicas
João de Deus conseguiu a primeira concessão de prisão domiciliar


O juiz Wilson Safatle Faiad, responsável pelo plantão no Tribunal de Justiça de Goiás, decidiu pela substituição de uma das prisões preventivas contra o médium João de Deus por prisão domiciliar, no caso de posse ilegal de armas. O pedido foi feito pela defesa um dia após a decisão, quando o líder espiritual já estava preso.

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O juiz estabeleceu uma série de condições para a concessão da prisão domiciliar, como pagamento de fiança de R$ 1 milhão, monitoração eletrônica, recolhimento do passaporte e desde que não esteja preso por outro motivo. Apesar da decisão, João de Deus continua preso por causa das acusações de crimes sexuais. Ele nega as acusações. 

No dia 19, policiais civis de Goiás apreenderam pouco mais de R$ 400 mil e cinco armas de fogo em uma das residências do médium goiano. Parte do dinheiro e o armamento estavam guardados no fundo falso de um guarda-roupa, em um quarto de uma das casas que mantém em Abadiânia (GO).

O líder espiritual está preso desde o dia 16 de dezembro, quando se entregou. A defesa dele espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) aprecie o pedido de liberdade depois que o Tribunal de Justiça de Goiás e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negaram os pedidos de liminar (decisão provisória) para que ele fosse liberado para responder ao inquérito em casa, usando, se necessário, tornozeleira eletrônica .

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Na quarta-feira (26), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), manifestação em que defende que o médium permaneça preso .

Ao prestar depoimento, nessa quarta-feira (26), aos promotores da força-tarefa do Ministério Público de Goiás (MP-GO) que investiga as acusações de crimes sexuais, o João de Deus  voltou a afirmar que nunca cometeu nenhum abuso contra frequentadores da Casa Dom Inácio de Loyola e disse não se lembrar das mulheres que o acusam.

*Com informações da Agência Brasil