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Victor Augusto do Amaral Junqueira foi indiciado por lesão corporal, ameaça, injúria e violação de domicílio, segundo Polícia Civil; advogada chegou a dizer que "não há elementos" que justifiquem a prisão do agressor

Advogada foi vítima de agressão de piloto Victor Junqueira; polícia encaminhou inquérito à Justiça
Reprodução
Advogada foi vítima de agressão de piloto Victor Junqueira; polícia encaminhou inquérito à Justiça

O piloto Victor Augusto do Amaral Junqueira, de 24 anos, foi indiciado por lesão corporal, ameaça, injúria e violação de domicílio por conta de agressão à ex-namorada, a advogada Luciana Sinzimbra , de 26 anos. O episódio ocorreu no último dia 14, em plena casa da vítima, e foi registrado em vídeo feito por uma câmera escondida e que viralizou nas redes sociais.

De acordo com a Polícia Civil de Goiás, o inquérito que apurava a agressão "já estava em fase de conclusão, com todos as oitivas e demais diligências cabíveis já realizadas" quando as imagens do episódio começaram a circular na internet.

A autoridade policial informou que o inquérito finalizado e o indicamento do agressor foram encaminhados ao Poder Judiciário, que agora é a responsável por decidir sobre os pedidos apresentados – inclusive a eventual prisão de Victor Junqueira, que é filho do ex-prefeito de Anápolis Eurípedes Junqueira. O caso está sob sigilo de Justiça.

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Ainda nessa quarta-feira (26), a delegada Ana Elisa Gomes, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), chegou a declarar que "não existem elementos" para a prisão do agressor.

"Ele não está prejudicando o trabalho dos investigadores ou praticando outros crimes contra a vítima. O fato não foi em flagrante, ele tem residência fixa e compareceu à delegacia acompanhado de um advogado, portanto não ocorrerá a prisão, por ora", disse a delegada.

O espancamento da advogada Luciana Sinzimbra provocou corrente solidária em todo o Brasil e reações de várias entidades. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) publicou nota de repúdio ao agressor, e chegou a pedir que o vídeo ou qualquer imagem que exponha a figura de Luciana, deixem de ser compartilhados na internet.

A própria vítima, por sua vez, agradeceu ao apoio recebido de internautas, mas reforçou o pedido para que o vídeo não fosse mais compartilhado. Segundo ela, a divulgação das imagens desse episódio de  violência contra a mulher  não foi permitida por ela, a vítima e principal interessada na resolução do caso. 

“A pessoa que teve acesso a esses vídeos foi sem minha autorização e divulgou sem medir as consequências e sem a minha permissão”, disse a advogada. "Eu não quero vingança, eu quero justiça. A divulgação dos vídeos e imagens só causam mais dor a mim e a minha família, por isso peço encarecidamente que não divulguem", continuou Luciana.

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A advogada também comentou que “as medidas cabidas contra o agressor já foram feitas e ele irá pagar pelo o que fez". No boletim de ocorrência, Luciana narrou já ter sido vítima de  agressão  por parte de Junqueira, mas, segundo ela, "ele sempre pedia desculpas" e nunca a bateu com a mesma "severidade" que desta vez. 

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