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Janela do gabinete do parlamentar foi atingida por projetil após votação da reforma da previdência dos servidores municipais de São Paulo na Câmara

Nas redes sociais, o vereador Fernando Holiday postou a imagem do buraco na janela após a votação
Reprodução/ Twitter
Nas redes sociais, o vereador Fernando Holiday postou a imagem do buraco na janela após a votação

A Polícia Civil está investigando um ataque contra o vereador Fernando Holiday (DEM) na quarta-feira (26) após a aprovação da reforma da previdência dos servidores municipais. A votação foi marcada por tumulto entre servidores e guardas civis.

Segundo Fernando Holiday, o ataque ocorreu após a votação, quando ele parou na janela do quinto andar, onde fica seu gabinete, para acenar aos manifestantes que estavam na rua. Nas redes sociais, o vereador postou a imagem do buraco na janela.

Mais tarde uma pericia técnica confirmou que o buraco na janela teria sido feito por um disparo de arma de fogo . A perícia também encontrou um segundo buraco em uma janela do andar de baixo. Holiday se dirigiu ao 1°DP da Polícia Militar na Sé, região central da capital paulista, onde registrou um boletim de ocorrência sobre o atentado.

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Em outra postagem, o vereador rebateu a acusação de que teria feito gestos obscenos em quanto acena para o público da janela. No vídeo, é possível ver Holiday fazendo corações com a mão. 


Também pelas redes sociais, o Movimento Brasil Livre, do qual Holiday faz parte, classificou o episódio de tentativa de homicídio contra o vereador.

A votação na Câmara Municipal de São Paulo foi marcada por uma manifestação de servidores da cidade que terminou em quebra-quebra. O ato se deu em protesto à reforma da Previdência já aprovada por 33 votos contra 17.

Grades e vidraças da fachada da Câmara Municipal foram quebradas pelos servidores, que também atearam fogo a sacos de lixo e arremessaram pedras e garrafas contra os agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que protegem o prédio. Os seguranças reagiram com tiros de bala de borracha e bombas.

O ápice da confusão se deu por volta das 13h45, e os ânimos se acalmaram após cerca de 15 minutos de intenso confronto. No entanto, por volta das 15h, ainda havia clima de tensão na região central de São Paulo. Perto das 15h40, ocorreu a votação que aprovou em definitivo o projeto, relatado por Fernando Holiday .

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