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Desde o início da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, três militares morreram em combate; prazo do decreto é até 31 de dezembro

Intervenção no Rio tem perdido apoio junto à população carioca
Tânia Rêgo/Agência Brasil - 7.3.18
Intervenção no Rio tem perdido apoio junto à população carioca

O soldado Marcus Vinicius Viana morreu nesta quarta-feira (22) no Hospital Central do Exército, em Benfica, Zona Norte do Rio. Ele foi ferido na perna durante uma operação militar nos complexos do Alemão, Maré e Penha na última segunda-feira (20). Viana é o terceiro militar a morrer desde o início da intervenção no Rio.

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De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), que coordena a intervenção no Rio , o militar “veio a falecer em decorrência de evolução indesejável de seu quadro clínico”.

No início da tarde, o presidente Michel Temer , que foi quem determinou a intervenção federal na segurança pública do estado, lamentou, em sua conta no Twitter, a morte do soldado: "Com pesar recebi a notícia da morte do soldado Marcus Vinícius Viana Ribeiro, ferido na segunda-feira durante Operação da Intervenção Federal no RJ. Minha solidariedade à família e amigos do militar.".

No confronto de segunda-feira, também morreram o cabo Fabiano de Oliveira Santos e o soldado João Viktor da Silva. Ambos foram enterrados no Cemitério de Mucajá, em Engenheiro Pedreira, na Baixada Fluminense.

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A megaoperação militar envolveu 4,2 mil agentes das Forças Armadas e 70 policiais civis em 26 comunidades. Blindados e helicópteros foram empregados nas ações. Além dos militares, cinco moradores morreram e outros 70 foram presos.

Uma equipe Defensoria Pública do Rio vai acompanhar as audiências de custódia dos 70 presos. Na terça (21), a equipe esteve no Complexo da Maré para ouvir relato dos moradores. E nesta quarta a comitiva irá ao Alemão com a mesma finalidade.

Cerca de 250 policiais civis realizaram pela manhã uma operação no Complexo de São Carlos, na Zona Norte do Rio. Treze pessoas foram presas, entre elas Marcela das Chagas.

De acordo com as investigações, Chagas seria uma intermediária entre as facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo para o fornecimento de armas e drogas para o Rio.

Outros trinta mandados de prisão estão sendo cumpridos pelos responsáveis pela intervenção no Rio . O complexo é formado pelas comunidades de São Carlos, da Mineira e do Querosene.  

* Com informações da Agência Brasil

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