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Parcela da população que aprova presença do Exército na cidade caiu de 76% para 66% em cinco meses; maioria diz considerar que violência segue igual

Intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro já teve apoio de 83% da população; hoje 66% aprovam medida
Tomaz Silva/Agência Brasil - 27.2.18
Intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro já teve apoio de 83% da população; hoje 66% aprovam medida

intervenção federal no Rio de Janeiro perdeu apoio popular nos últimos cinco meses, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pelo Datafolha. De acordo com o levantamento, realizado apenas entre moradores da capital fluminense, aqueles que se dizem favoráveis à presença de patrulhas do Exército na cidade hoje representam 66% da população. Em março, esse índice era de 76%.

Já a parcela dos cariocas que se dizem contrários à intervenção federal subiu de 20% para 27% nesse mesmo período. Apesar de o apoio à presença dos militares do Exército na cidade ainda ser majoritário entre os moradores do Rio, 59% dos entrevistados disseram acreditar que essa medida não tornou o Rio menos violento.

De acordo com o Datafolha, desde que o instituto começou a fazer pesquisas sobre o tema, em outubro, houve queda de 17 pontos percentuais no apoio dos moradores do Rio de Janeiro em relação à iniciativa do governo fluminense em recorrer às forças federais para controlar a violência na cidade. Naquele momento, a parcela da população que apoiava a medida chegava a 83%.

Intervenção federal iniciou em fevereiro, mas Exército está há mais tempo no Rio

General Walter Braga Netto é o responsável pela intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro
Tomaz Silva/Agência Brasil - 2.3.18
General Walter Braga Netto é o responsável pela intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro

A intervenção decretada pelo governo Michel Temer (MDB) tira do Estado a ingerência sobre a segurança pública e dá às Forças Armadas o poder de polícia (e subordina os policiais civis e militares ao comando do Exército). A estratégia tem vigência até o fim deste ano, podendo ser renovada , e está sendo coordenada pelo general Braga Netto.

A presença do Exército no Rio de Janeiro já se estende há mais de um ano por conta da implantação da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na cidade. Já a intervenção federal foi adotada oficialmente no Rio em fevereiro. Nesta semana, morreram os  três primeiros militares em confrontos com criminosos. A terceira morte refere-se a um soldado baleado em tiroteio no início da semana no Complexo do Alemão e foi confirmada nesta quarta-feira (22) pelo Comando Militar do Leste (CML).

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