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Ação é realizada para destruir barricadas e cumprir mandados judiciais e denúncias de atividades criminosas, principalmente envolvendo o tráfico

Esse é o terceiro dia seguido de operação das Forças Armadas no Complexo do Alemão
Tânia Rêgo/Agência Brasil - 7.3.18
Esse é o terceiro dia seguido de operação das Forças Armadas no Complexo do Alemão

Uma operação das Forças Armadas com cerca de 4.200 agentes e 70 policiais civis foi realizada na manhã desta segunda-feira (20) nos complexos da Penha, da Maré e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Um intenso tiroteio aconteceu entre os agentes e membros do crime organizado e deixou 6 pessoas mortas, uma delas um soldado do Exército, de acordo com o Comando Militar do Leste (CML).

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Os integrantes das Forças Armadas e os policiais estão nas comunidades desde as primeiras horas do dia. Ainda de acordo com o CML - que inicialmente havia informado serem 11 os mortos na operação - um segundo militar foi ferido e está hospitalizado. Foi a primeira vez que um integrante do Exército morreu no Rio de Janeiro desde que foi decretada a intervenção militar na segurança pública do estado.

O objetivo da ação é a destruição de barricadas, cumprimento de mandados judiciais e as denúncias de atividades criminosas, em especial às ligadas ao tráfico de drogas.

Enquanto os agentes realizam o cerco, a estabilização e remoção de barricadas, os militares realizam também a revista de pessoas e de veículos, além da checagem de antecedentes criminais.  Policiais verificam as denúncias de tráfico de drogas nas comunidades e cumprem mandados judiciais.

Este é o terceiro dia consecutivo de atuação das forças de segurança no Complexo do Alemão , o principal foco da operação. Na Maré, são feitas operações secundárias. 

De acordo com relatos de moradores, muitas pessoas não estão conseguindo sair de suas casas em função da intensa troca de tiros e por orientação dos próprios militares.

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Considerando os três complexos, cerca de 550 mil pessoas vivem na região. Quem mora nas comunidades chegou a relatar os tiroteios nas redes sociais. “São muitos tiros, helicópteros sobrevoando… Deus proteja os inocentes”, escreveu um morador. “Está em toda parte, o Exército já está no alto do morro”, publicou outro.

Nesta ação, o efetivo de tropas e agentes é quase 60% maior que o número de policiais e militares que ocuparam os dois complexos de favelas em 2010 - quando foi realizada uma ação preparatória para implantação de oito UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na região.

Até o momento, o Comando da Intervenção Militar não divulgou números da operação.

Ações anteriores das Forças Armadas

Moradores registraram, nas redes sociais, tiroteios entre agentes das Forças Armadas e membros do crime organizado
Tomaz Silva/Agência Brasil - 27.2.18
Moradores registraram, nas redes sociais, tiroteios entre agentes das Forças Armadas e membros do crime organizado

Outro tiroteio foi registrado na sexta-feira (17), pela madrugada, quando um grupo de 235 militares e 70 policiais civis entraram no Alemão e entraram em conflito com traficantes do Comando Vermelho.

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No domingo (19), 220 agentes das Forças Armadas e 45 policiais voltaram à comunidade para fazer o reconhecimento do local e ainda cumprir outros objetivos específicos. Não foram feitas prisões.

*Com informações da Agência Brasil

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