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Cinco suspeitos também foram mortos durante operações contra o crime organizado nos complexos do Alemão, da Penha e Maré, na zona norte do Rio

Militares foram os primeiros do Exército a morrerem no contexto da intervenção federal no Rio, iniciada em fevereiro
Fernando Frazão/Agência Brasil
Militares foram os primeiros do Exército a morrerem no contexto da intervenção federal no Rio, iniciada em fevereiro

O Comando Militar do Leste (CML) confirmou a morte de um segundo militar do exército nesta segunda-feira (20) durante  operações contra o crime organizado nos complexos do Alemão, da Penha e Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada há pouco, mas a identidade do militar que participava da intervenção federal no Rio ainda não foi divulgada.

A primeira morte a ser divulgada foi a do cabo do Exército Fabiano de Oliveira Santos que morreu após ser atingido no ombro por um tiro de fuzil. Segundo o balanço da operação do comando conjunto das Forças Armadas, que começou na madrugada de hoje, com as polícias Civil e Militar, ele foi o primeiro militar do Exército morto no contexto da intervenção federal no Rio , iniciada em fevereiro deste ano.

O presidente Michel Temer lamentou a morte de Fabiano. Pelo Twitter, Temer prestou homenagem aos serviços do soldado: “A minha solidariedade à família do Cabo Fabiano que lamentavelmente faleceu hoje durante operação da Intervenção Federal no RJ. O Brasil agradece ao militar que dedicou a própria vida por um país melhor”, escreveu, na rede social.

Na mesma ação, na localidade conhecida como Serra da Misericórdia, no Complexo do Alemão, o soldado do Exército Marcus Vinicius Viana Ribeiro ficou ferido com um tiro na perna. De acordo com o Exército , o caso do soldado é de média complexidade. O comando conjunto informou que o estado de Ribeiro "inspira cuidados, porém o militar não corre risco de morrer”. O soldado está internado no Hospital Central do Exército (HCE).

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Ao todo, foram apreendidos 600 quilos de drogas pelo Batalhão de Operações com Cães da PM no Complexo da Maré. No confronto com as forças de segurança, cinco suspeitos morreram e 36 acabaram presos. Foram apreendidas 24 armas, entre elas, oito fuzis automáticos.

No morro da Fé, no Complexo da Penha, policiais do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) libertaram uma família com três pessoas, entre elas uma criança, que estava no interior da residência. Na ação, seis criminosos acabaram se rendendo, após negociação com especialistas da tropa de elite da PM. Com os criminosos, foram apreendidos um fuzil e três pistolas.

Em outra ação, militares do 41º batalhão da PM, de Irajá, prenderam sete homens que estavam fugindo do Complexo da Penha, com duas pistolas e grande quantidade de drogas. A prisão aconteceu no morro do Trem, em Vicente de Carvalho.

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A PM, com o apoio dos militares da intervenção federal no Rio , prendeu ainda no morro da Fé, o líder de uma facção criminosa do estado do Amazonas. Ele é conhecido como “JR”. De acordo com a corporação, o preso é muito respeitado por outros criminosos por sua ligação com uma facção criminosa do Rio.

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