Helcio Bruno de Almeida é tenente-coronel da reserva e presidente do Instituto Força Brasil
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Helcio Bruno de Almeida é tenente-coronel da reserva e presidente do Instituto Força Brasil

A CPI da Covid ouve, nesta terça-feira (10), o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida e presidente do Instituto Força Brasil. A entidade teria ajudado a fazer a ponte entre o Ministério da Saúde e os representantes da Davati , que tentaram vender vacinas para o governo federal.

Nesta segunda-feira, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmen Lúcia autorizou Helcio de Almeida a ficar em silêncio sobre fatos que possam o incriminar. Sobre os demais assuntos, ele deve falar a verdade. Ela negou o pedido para que ele pudesse faltar à convocação da comissão.

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Em seu depoimento à CPI, Cristiano Carvalho, representante da Davati, disse que integrantes do Força Brasil o receberam em Brasília junto ao reverendo Amilton Gomes, da Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), e o ajudaram no contato com o ministério.

Helcio seria próximo do então secretário executivo da Saúde, Elcio Franco. Segundo Carvalho, a Davati conseguiu uma agenda no ministério com Elcio Franco porque o reverendo Amilton Gomes entrou em contato com Helcio .

O vice-presidente do Instituto Força Brasil, Otavio Fakhoury, é investigado no inquérito dos atos antidemocráticos no STF. Ele é apontado como financiador de manifestações bolsonaristas.

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Em parceria com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Fakhoury tentou alugar uma emissora de rádio para fazer militância conservadora e bolsonarista. Em depoimento à Polícia Federal, ele disse que, com a criação do Instituto Força Brasil, a entidade assumiria esse projeto.

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No site do instituto, há publicações com mentiras sobre a pandemia. Uma delas, por exemplo, diz que "a maioria das pessoas é imune ao vírus da Covid". Há ainda textos negando a eficácia de máscaras e atacando o Supremo. "Somos pró vida, pró família, pró armas e pró liberdade", diz a descrição do site. As redes sociais do instituto foram criadas neste ano.


Senadores devem inquirir Helcio Almeida sobre sua relação com a Senah e com o Ministério da Saúde, mas também sobre seu possível envolvimento com a produção de "fake news" envolvendo a pandemia. A disseminação de notícias falsas sobre Covid-19 é uma das frentes de investigação da CPI.

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