
Vários nomes tradicionais da política brasileira foram derrotados no primeiro turno das eleições de 2026, realizado no último domingo (4), e ficarão sem mandato a partir de 2027. Confira a lista que reúne ex-governadores, ex-ministros, ex-presidentes do Congresso, senadores e antigos candidatos à Presidência da República.
Ex-candidatos à Presidência ficaram pelo caminho
Entre nomes conhecidos das disputas pelo Executivo, Aécio Neves (PSDB) tentou voltar ao Senado por Minas Gerais, mas não conseguiu. Ex-governador, ex-presidente da Câmara e ex-senador, Aécio também foi candidato à Presidência da República em 2014, quando perdeu no segundo turno para Dilma Rousseff.
Outro que tentou, mas não conseguiu, foi Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará, atrás de Evandro Leitão (PT), eleito no primeiro turno. Ex-governador, ex-ministro e ex-prefeito de Fortaleza, Ciro também disputou a Presidência quatro vezes e seguirá sem mandato.
Em São Paulo, o Ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) também ficará sem mandato após ser derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) já no primeiro turno. Ex-prefeito da capital paulista e ex-ministro da Educação e da Fazenda, ele também foi candidato a Presidente da República em 2018, mas derrotado por Jair Bolsonaro.
Também por São Paulo duas ex-candidatas à Presidência perderam nas urnas e ficaram fora do Senado: Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Marina foi senadora pelo Acre e ministra do Meio Ambiente, enquanto Tebet foi senadora por Mato Grosso do Sul, ministra do Planejamento e candidata à Presidência em 2022.
Soraya Thronicke (PSB), que disputou a Presidência em 2022, também não conseguiu renovar o mandato de senadora pelo Mato Grosso do Sul.
Por último, Manuela D’Ávila (Psol), que em 2018 foi candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Fernando Haddad, além de ser Ex-deputada federal e ex-deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, não conseguiu se eleger ao Senado em 2026.
Senadores de longa trajetória ficam fora
Nas derrotas ao Senado Renan Calheiros (MDB-AL), no cargo desde 1995 e ex-presidente da Casa, tentou conquistar o seu quinto mandato consecutivo, mas terminou atrás de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) na disputa pelas vagas de Alagoas. Renan deixará o Congresso após 32 anos.
No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também não conseguiu renovar o mandato. Senador desde 2011, ele foi ministro-chefe da Casa Civil durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Randolfe Rodrigues (PT), senador pelo Amapá desde 2011 e líder do governo Lula no Congresso, foi outro derrotado nas urnas.
No Rio Grande do Sul, o ex-ministro e deputado federal Paulo Pimenta (PT) também tentou chegar ao Senado, mas não conseguiu. No Acre, Jorge Viana (PT), ex-governador e ex-senador, terminou em quarto lugar na disputa pelo Senado
O ex-governador de Pernambuco, Mendonça Filho (PL), que também é ex-ministro da Educação, disputou uma vaga ao Senado, mas terminou em terceiro.
Esperidião Amin (PP-SC), que acumula desde a década de 1970 passagens pelo governo de Santa Catarina, prefeitura, Câmara dos Deputados e Senado, não conseguiu permanecer na Casa.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos), que também tem passagem pelo Senado, além de ser ex-ministro e ex-deputado, ficou de fora do congresso.
E fechando a lista, Roseana Sarney (MDB), pelo Maranhão, foi mais um nome tradicional que não conseguiu voltar ao Senado. Filha do ex-presidente José Sarney, ela foi governadora do estado por quatro mandatos e senadora entre 2003 e 2011.
Quadros históricos do PT ficaram de fora
José Dirceu (PT) é um dos nomes mais conhecidos entre os que não conseguiram voltar à Câmara dos Deputados. O Ex-deputado federal e ex-ministro-chefe da Casa Civil ficou apenas na sexta suplência de São Paulo.
Outro caso de destaque é o de Benedita da Silva (PT), que liderou todas as pesquisas por praticamente todo o período eleitoral, mas encerrará o seu mandato como Deputada Federal sem conseguir uma vaga no Senado. Pelo Rio de Janeiro, ela é ex-governadora, ex-senadora, ex-ministra e deputada constituinte.
A ex-ministra e ex-presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann (PT) foi mais uma que tentou retornar ao Senado, cargo que ocupou entre 2011 e 2019, mas não conseguiu.
Entre mais nomes históricos do PT que ficaram de fora, temos Vicentinho, após seis mandatos, Rui Falcão, ex-presidente nacional do partido, o ex-ministro Paulo Teixeira e Delúbio Soares, ex-tesoureiro nacional do partido.