Free Flow na BR-040 em Simão Pereira (MG)
Elovias/Divulgação
Free Flow na BR-040 em Simão Pereira (MG)

A BR-040 terá um novo sistema de pedágio eletrônico em Minas Gerais a partir de novembro. A Elovias, concessionária responsável pelo trecho entre Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro, iniciou nesta quarta-feira (9) as obras para implantação de um pórtico de cobrança no município de Simão Pereira, na Zona da Mata.

A previsão é que o novo pedágio free flow entre em operação em 4 de novembro de 2026. A estrutura será instalada no trecho mineiro da rodovia e substituirá a praça de pedágio convencional que funciona atualmente no km 819,3, também em Simão Pereira.

A mudança ocorre após um acordo envolvendo as prefeituras e autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Inicialmente, o equipamento estava previsto para ser instalado em Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, mas precisou ser transferido por causa de reclamações da comunidade.

Como vai funcionar o novo pedágio da BR-040

O modelo free flow é diferente das praças tradicionais porque não utiliza cabines, cancelas ou barreiras para interromper o tráfego. O motorista passa pelo pórtico sem precisar parar para fazer o pagamento.

A estrutura conta com câmeras e sensores capazes de identificar os veículos e registrar a passagem. A cobrança ocorre de duas formas, dependendo de o automóvel possuir ou não uma tag de pagamento.

Para quem utiliza uma tag veicular compatível, a tarifa é registrada automaticamente e o valor é debitado conforme as regras da operadora do dispositivo.

Já os veículos que não possuem tag são identificados pela placa. Nesse caso, o proprietário precisa consultar a cobrança e realizar o pagamento posteriormente pelos canais oficiais disponibilizados pela concessionária.

O motorista terá 30 dias para quitar a tarifa. O não pagamento dentro desse período pode gerar as penalidades previstas na legislação de trânsito, incluindo infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

O que muda para quem passa pela BR-040

A principal mudança para os motoristas será a ausência da parada na praça de pedágio. Em vez de reduzir a velocidade para passar por uma cabine e efetuar o pagamento, o veículo seguirá normalmente pela rodovia enquanto o sistema registra a passagem.

Para quem já utiliza tag, a rotina de cobrança tende a continuar automática. A atenção maior deve ser dos motoristas sem o dispositivo, que precisarão acompanhar as passagens e quitar eventuais tarifas dentro do prazo.

A consulta também ganhou uma alternativa por meio do aplicativo CNH do Brasil, que passou a reunir informações de pedágios eletrônicos integrados ao sistema. A ferramenta pode mostrar registros de passagem e indicar o canal oficial utilizado para o pagamento.

Golpes envolvendo o free flow exigem atenção

A expansão dos pedágios sem cancela também abriu espaço para golpes contra motoristas. Sites falsos, anúncios em buscadores e mensagens enviadas por SMS ou WhatsApp podem simular cobranças de tarifas e direcionar vítimas para pagamentos fraudulentos.

Os criminosos podem até utilizar informações verdadeiras sobre o veículo para dar aparência de legitimidade à cobrança. Por isso, encontrar a placa ou o modelo correto do carro em uma página não significa que o débito seja verdadeiro.

Uma das principais recomendações é não clicar em links recebidos por mensagens para consultar ou pagar uma suposta dívida de pedágio. A orientação é verificar primeiro a existência da cobrança em canais oficiais.

O motorista que passar pelo novo pórtico da BR-040 deve tomar alguns cuidados antes de fazer qualquer pagamento:

  • Consulte a cobrança em canais oficiais da concessionária;
  • Utilize o aplicativo CNH do Brasil para verificar registros disponíveis;
  • Não faça pagamentos a partir de links recebidos por SMS, WhatsApp ou redes sociais;
  • Confira o endereço do site antes de inserir informações;
  • Desconfie de páginas que exigem pagamento imediato ou ameaçam com multas;
  • Antes de fazer um PIX, confira o nome do recebedor e os dados da empresa;
  • Não forneça senhas, códigos de autenticação ou dados bancários em páginas suspeitas.

Outro ponto importante é que o aplicativo CNH do Brasil não recebe diretamente o pagamento da tarifa. A ferramenta pode direcionar o motorista ao ambiente indicado pela concessionária responsável pela cobrança.

O que fazer se cair em um golpe

Quem fizer um pagamento para um site falso deve entrar em contato com o banco ou instituição financeira utilizada na transferência o quanto antes e informar que se trata de uma fraude.

Também é importante guardar o comprovante da operação, capturas de tela, endereço do site, mensagens recebidas e demais informações que possam ajudar na investigação.


O registro de um boletim de ocorrência também é recomendado. Caso o motorista tenha fornecido senhas ou outros dados de acesso, deve alterar as credenciais comprometidas e acompanhar as movimentações das contas.

Com a chegada do novo sistema a Simão Pereira (MG), a recomendação é que os motoristas se familiarizem com o funcionamento do free flow antes da entrada em operação, principalmente para evitar a perda do prazo de pagamento e possíveis tentativas de fraude.

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