Fenda em Afar
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Fenda em Afar

Novos registros sísmicos mostram que a rocha sob o Rift de Turkana, na  África Oriental, está com 13 quilômetros de espessura, equivalente a um terço do tamanho normal de um continente. A descoberta foi publicada na revista científica Nature Communications e embasa a imensa fenda de 60 quilômetros de extensão que se abre abre na região de Afar, entre a Etiópia e o Quênia .

Essa atividade local indica os primeiros passos do surgimento de um novo oceano no leste africano . Este fenômeno ganha visibilidade após a confirmação que o solo está na fase conhecida como necking , é o que aponta os pesquisadores. Isso significa que crosta continental está se afinando drasticamente antes de se romper totalmente.

Efeitos da separação

Cientistas da Universidade de Leeds, condado de West Yorkshire, na Inglaterra (Reino Unido), documentaram o evento inicial. É relatado que o fenômeno injetou 2,5 quilômetros cúbicos de magma e contou com incidência de tremores constantes  no trecho Dabbahu-Manda Hararo, localizado na Região de Afar, no nordeste da Etiópia.

Região de Afar, na Etiópia, dividindo-se e abrindo caminho para formação de novo oceano
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Região de Afar, na Etiópia, dividindo-se e abrindo caminho para formação de novo oceano


Isso acabou abrindo o solo em até oito metros de largura, gerando no interior do  continente o mesmo processo que modela o fundo dos mares. De acordo com o estudo, a fenda começou há cerca de quatro milhões de anos . Gradualmente, a tração sob as placas tectônicas da Núbia, Somali e Arábica faz com que aconteça afastamento.

Do interior da terra surge um calor que acaba enfraquecendo a rocha, o que permite que o magma suba e preencha a lacuna deixada pela movimentação das placas .


Quando acontece a mudança total?

A transformação completa do cenário vai demorar a acontecer. Segundo os cientistas, o processo depende de um longo ciclo. A fenda tem que atravessar completamente a crosta inteira para que seja formada uma bacia profunda suficiente para que as águas do Mar Vermelho e do Golfo de Áden ocupem o terreno rebaixado.

Os especialistas enfatizam que a divisão total da África e a criação de um novo oceano não acontece de repente. O processo vai levar milhões de anos e em ciclos periódicos, alternando entre períodos de calmaria com novos abalos sísmicos ,  erupções e rupturas na superfície.

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