Vida na Terra sofreria danos irreversíveis sem o campo magnético
Imagem gerada por IA - iG
Vida na Terra sofreria danos irreversíveis sem o campo magnético

Apagões em cidades inteiras, GPS fora do ar, satélites à deriva, oceanos que evaporam, ar que escapa para o espaço e radiação letal batendo no chão... Pode parecer o apocalipse, mas esse seria o estrago que uma tempestade solar  provocaria se o planeta Terra não tivesse um campo magnético em pleno funcionamento. O "escudo" invisível que envolve o nosso mundo nasce no núcleo externo, a partir de uma camada de ferro e níquel líquidos cujo movimento gera as correntes que sustentam a magnetosfera.

Campo magnético terrestre é fundamental para a manutenção da vida
Imagem gerada por IA - iG
Campo magnético terrestre é fundamental para a manutenção da vida


Enquanto o escudo resiste, a maior parte do vento solar é desviada antes de corroer a atmosfera. O problema aparece na hipótese de a barreira falhar por completo e permitir a entrada do jato de partículas lançado pelo Sol. Sem o campo magnético, o ar seria arrancado gradualmente pelo próprio vento solar, os oceanos evaporariam com o tempo e a Terra viraria um deserto inóspito. Segundo Jim Green, cientista sênior da NASA, foi este processo que tornou Marte  inabitável.

O enfraquecimento ou desaparecimento do campo magnético expõe o planeta diretamente ao vento solar, que atua gradualmente como um 'aspirador' de partículas. Foi exatamente isso que destruiu a atmosfera de Marte bilhões de anos atrás, transformando-o de um mundo úmido em um deserto estéril. Dr. Jim Green, ex-diretor da Divisão de Ciência Planetária da NASA e cientista sênior (via NASA Science)






Sol gera uma explosão de energia, partículas e campos magnéticos
Imagem gerada por IA - iG
Sol gera uma explosão de energia, partículas e campos magnéticos


Além disso, a  radiação letal tomaria a superfície, com aumento substancial de mutações genéticas e de câncer. O sumiço do escudo natural da Terra também afetaria aves, baleias e outras espécies que se orientam pelo magnetismo, já que perderiam a rota das migrações, ameaçando cadeias alimentares inteiras. Como se não bastasse, pesquisadores apontam que algumas perdas imediatas incluiriam o aumento do buraco na camada de ozônio, a fuga de oxigênio e de hidrogênio e os surtos de doenças causadas pelos raios ultravioleta.

Embora uma inversão geomagnética completa ou um enfraquecimento drástico leve milhares de anos para ocorrer na escala geológica, os impactos tecnológicos seriam imediatos e catastróficos para as redes de energia, satélites e sistemas de comunicação globais se perdêssemos essa blindagem natural. Richard Holme, professor de Geofísica na Universidade de Liverpool (via The Guardian)






Vida na Terra seria destruída pelos raios solares sem o campo magnético pleno
Imagem gerada por IA - iG
Vida na Terra seria destruída pelos raios solares sem o campo magnético pleno


Para medir o impacto do desaparecimento da magnetosfera, alguns laboratórios avançados criaram câmaras de campo magnético zero, revestidas de materiais condutores, capazes de anular o  magnetismo e expor a reação das células a um ambiente que quase não existe na natureza. Nos testes, constatou-se que a ausência da força coloca em perigo desde tecidos vivos até sistemas inteiros.

A nossa magnetosfera é o escudo invisível que impede que a radiação cósmica de alta energia atinja a superfície. Sem ela, os astronautas e até mesmo passageiros de voos de alta altitude estariam expostos a doses letais de radiação durante tempestades solares moderadas. Dr. Colin Forsyth, pesquisador de Clima Espacial e Física Solar-Terrestre no Mullard Space Science Laboratory


Pesquisadores descobriram que a rotação da Terra se inverteu

Campo magnético protege a vida terrestre das tempestades solares
Imagem gerada por IA - iG
Campo magnético protege a vida terrestre das tempestades solares


Abaixo da superfície, o interior do planeta ainda esconde outro fenômeno desconhecido do grande público. Pesquisadores da Universidade de Pequim cruzaram dados sísmicos de terremotos entre 1990 e 2023 e descobriram que o núcleo interno desacelerou e passou a inverter a rotação da Terra. Apesar da curiosa mudança, não há o que temer. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a variação mexe com o campo magnético e com a duração dos dias, mas não indica nenhum desastre próximo ou mudança brusca.

O núcleo interno da Terra não gira em sincronia perfeita com o restante do globo; nossos dados sísmicos mostram que ele desacelerou e passou a inverter a rotação em um ciclo de aproximadamente 70 anos. Essa variação interna afeta sutilmente o campo magnético e a duração dos dias, mas faz parte da dinâmica natural do planeta e não indica um desastre iminente. Prof. Xiaodong Song, pesquisador do Departamento e Instituto de Geofísica e Espaço da Universidade de Pequim








    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes