Investigado de 19 anos teria aliciado a criança de Curitiba para conversas no WhatsApp, onde exigia imagens dos atos
Reprodução/Twitter/JasonPick1
Investigado de 19 anos teria aliciado a criança de Curitiba para conversas no WhatsApp, onde exigia imagens dos atos



Um homem de 19 anos foi preso em João Pessoa nesta quinta-feira (06) após investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) por aliciar uma criança à automutilação. Os contatos se iniciaram pelo jogo virtual Roblox. Posteriormente, o homem migrou as conversas para um aplicativo de mensagens, onde os crimes aconteceram.

A investigação teve início em Curitiba, quando representantes legais de uma criança de 11 anos registraram um boletim de ocorrência. O suspeito teria induzido a vítima a praticar atos de automutilação e a introduzir objetos no corpo durante conversas em janeiro deste ano.

Inicialmente, os diálogos aconteciam na plataforma Roblox , mas migraram para o WhatsApp posteriormente. Segundo o Delegado da PCPR, Thiago Lima, o homem passou a exigir que a vítima praticasse os abusos e enviasse vídeos e fotos dos atos por meio das conversas.

Existia ali uma roterização de criminoso determinado que a vítima deveria fazer, então ela se cortava, praticava esses atos, né, de abuso e o criminoso registrava isso ou recebia essas imagens Thiago Lima, Delegado do Núcleo de Crimes Cibernéticos da PCPR (DRCC)


O homem, de 19 anos, confessou que manteve contato com a criança por cerca de um mês. Diante dos fatos apurados, a PCPR entrou na Justiça com um pedido de busca e apreensão, que foi repassado à Polícia Civil de Paraíba (PCPB).

Durante a ação, realizada nesta quinta (06), os agentes encontraram arquivos contendo material de abuso sexual infantojuvenil, o que levou o suspeito à prisão em flagrante.

Segundo o delegado, o inquérito imputou ao homem os crimes de induzimento de automutilação e estupro de vulnerável em ambiente virtual. A identidade não foi divulgada. Com o flagrante, as investigações devem continuar para buscar possíveis novas vítimas.

As investigações também pretendem esclarecer se, além do armazenamento dos materiais com conteúdo sexual, havia qualquer compartilhamento com outras pessoas.

Há suspeitas de que os arquivos sirvam como “moedas de troca” em grupos de Telegram para obtenção de novos materiais, de outras vítimas.


Sinais de alerta e monitoramento doméstico

Durante coletiva de imprensa, o delegado da PCPR explicou que a atenção dos pais foi fundamental para o desdobramento do caso e para encontrarem o suspeito.

Como os abusos escalaram bastante mesmo em somente um mês, Lima alerta que pais precisam ter atenção ao que os filhos fazem nos jogos independentemente dos filhos serem meninos ou meninas.

Então a gente tem que entender esse novo momento social e tomar cuidados e nos aproximar dos nossos filhos, conversar com eles, ver o que que eles gostam, quais jogos eles estão utilizando que o nosso conhecimento e a nossa proximidade, a nossa, né, amizade com os nossos filhos, certamente vai protegê-los Thiago Lima, Delegado do Núcleo de Crimes Cibernéticos da PCPR (DRCC)

Posicionamento Roblox

Leia na íntegra a nota enviada pelo jogo virtual:

"Levamos a sério os relatos de jogadores que são direcionados para fora da plataforma – onde as medidas de segurança podem ser menos rigorosas do que na Roblox – e colaboramos ativamente com as autoridades policiais para responsabilizar os infratores. Possuímos políticas e sistemas de segurança projetados para dificultar que os jogadores, especialmente os mais jovens, compartilhem informações pessoais na Roblox ou sejam direcionados para fora da plataforma. Continuaremos a fortalecer nossas medidas de proteção para ajudar a manter nossa comunidade segura".



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