
As eleições de 2026 serão realizadas em 4 de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais e distritais. Caso necessário, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.
A pouco mais de dois meses da votação, levantamentos divulgadas pelo instituto de pesquisa Quaest entre os dias 27 e 30 de julho traçam um panorama das disputas pelos governos estaduais em dez unidades da federação.
Os levantamentos mostram cenários distintos nos estados. Enquanto alguns candidatos aparecem com vantagem consolidada, outras disputas seguem indefinidas, com empates técnicos, elevado número de indecisos e possibilidade de mudanças ao longo da campanha.
Disputas seguem abertas em vários estados
Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparece numericamente à frente do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas ambos estão em empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno. No primeiro turno, ACM Neto registra 39% das intenções de voto, contra 38% de Jerônimo. Já na simulação de segundo turno, o ex-prefeito tem 43%, enquanto o governador soma 39%, diferença que permanece dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
No Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa pelo governo estadual. No primeiro turno, ele aparece com 43%, contra 33% do governador Elmano de Freitas (PT), além de 3% de Eduardo Girão e 13% de indecisos. Em um eventual segundo turno, Ciro amplia a vantagem para 48%, enquanto Elmano registra 35%.
Em Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) lidera com 37%, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 21%, e pelo senador Wilder Morais (PL), com 11%. Outros 20% dos entrevistados se declararam indecisos. Nos cenários de segundo turno, Vilela mantém ampla vantagem sobre os adversários.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todos os cenários em que aparece como candidato. Apesar disso, ele ainda não confirmou se disputará o governo estadual. Sem Cleitinho, a corrida fica bastante equilibrada, já que em um eventual segundo turno, Mateus Simões (PSD) e Alexandre Kalil (PDT) aparecem empatados em 30% a 29%, enquanto Simões e Patrus Ananias (PT) registram 30% a 30%, dentro da margem de erro.
No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) lidera os cenários estimulados para o primeiro e o segundo turno, impulsionada pela aprovação de 71% do ex-governador Helder Barbalho (MDB). Mesmo assim, ela aparece em empate técnico com Dr. Daniel Santos (Podemos), indicando uma disputa ainda aberta.
No Paraná, o senador Sergio Moro (PL) lidera o primeiro turno com 39% das intenções de voto. Em seguida aparecem Requião Filho (PDT), com 18%, Rafael Greca (MDB), com 12%, e Sandro Alex (PSD), com 7%. No segundo turno, Moro venceria Requião Filho por 48% a 29%, segundo a pesquisa.
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece à frente no primeiro turno com 43%, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) registra 37%. Na simulação de segundo turno, Raquel tem 45% e João 39%, cenário considerado de empate técnico dentro da margem de erro, mas que representa uma virada em relação ao levantamento anterior.
No Rio de Janeiro, o prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) lidera os dois cenários de primeiro turno avaliados pela Quaest. Ele aparece com 38% em um cenário mais amplo e 42% em outro com menos candidatos. Em um eventual segundo turno contra Anthony Garotinho (Republicanos), Paes venceria por 48% a 18%.
No Rio Grande do Sul, a disputa permanece indefinida. Juliana Brizola (PDT) aparece com 24% das intenções de voto, enquanto Luciano Zucco (PL) tem 22%, configurando empate técnico. Além disso, 31% dos entrevistados afirmaram ainda estar indecisos.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera o primeiro turno com 41%, contra 26% do ex-ministro Fernando Haddad (PT). No segundo turno, Tarcísio mantém vantagem estável, com 48%, enquanto Haddad aparece com 32%.
Pesquisas indicam cenário ainda em construção
Segundo a análise da Quaest, embora alguns candidatos larguem em posição favorável, muitas disputas ainda permanecem abertas devido ao elevado percentual de eleitores indecisos e à possibilidade de mudança de voto durante a campanha.
As pesquisas foram realizadas em Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, com entrevistas presenciais, margem de erro entre dois e três pontos percentuais, dependendo do estado, e nível de confiança de 95%. Os levantamentos foram registrados na Justiça Eleitoral.