Em Reserva (PR), o tornado chegou a 253km/h, danificou 11 residências e arrancou árvores pela raiz
Foto: Simepar/Divulgação
Em Reserva (PR), o tornado chegou a 253km/h, danificou 11 residências e arrancou árvores pela raiz

O estado do Paraná foi atingido por seis tornados nos dias 28 a 30 de junho, confirmou o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Para a averiguar a situação, dados foram coletados pela entidade com apoio da Defesa Civil estadual.

Após a coleta, análises foram feitas por equipes de Meteorologia e de Geointeligência. Segundo órgão, cinco cidades foram atingidas na região dos Campos Gerais do estado: Reserva (PR), Nova Cantu (PR), Turvo (PR), Laranjeiras do Sul (PR) e Inácio Martins (PR), que foi atingida duas vezes. 

Um dos tornados de Inácio Martins (PR) chegou até Cruz Machado (PR), mas não foi classificado por não ter causado danos (métrica necessária na escala).

Confira as confirmações fornecidas pelo Simepar:

Dia 28 de junho

Reserva (PR): tornado atingiu a cidade com ventos de 180 km/h a 253 km/h, classificado como F2, um grau de severidade considerável, segundo o órgão. 11 residências sofreram danos conforme boletim da Prefeitura Municipal.

Simepar avalia se destruição foi causada por tornado ou microexplosão. Foto: Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal
Simepar avalia se destruição foi causada por tornado ou microexplosão. Foto: Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal
Simepar avalia se destruição foi causada por tornado ou microexplosão. Foto: Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal


Nova Cantu (PR): o tornado chegou a classificação F1, com ventos de 116 a 180km/h, de severidade moderada.

Dia 30 de junho

Turvo (PR) e Laranjeiras do Sul (PR) registraram um tornado F1, mas danos maiores foram causados por quedas de granizo.

Inácio Martins (PR): dois tornados F1 atingiram a cidade separados por algumas horas.


Classificação considera destruição causada pelos ventos

Ainda de acordo com a Simepar, a Escala Fujita, utilizada para medir os eventos, vai de F0 a F5. Além das velocidades dos ventos, o grau de destruição é uma das principais métricas para a classificação.

Na categoria F2, os ventos variam entre 180 km/h e 253 km/h e são capazes de provocar danos significativos, como árvores arrancadas pela raiz, destelhamentos, destruição parcial de edificações e lançamento de objetos a grandes distâncias Simepar, por nota


Em Reserva (PR), o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, relatou que o tornado deixou “assinaturas” que possibilitaram o classificar com um grau maior de severidade.

Segundo ele, as equipes encontraram árvores de grande porte arrancadas pela raiz, copas de araucárias completamente destruídas e destroços espalhados em diferentes direções, como uma placa de sinalização que foi lançada a mais de 150 metros de distância.

Também registramos galhos arremessados por dezenas de metros e uma placa de sinalização lançada a mais de 150 metros. Esses elementos nos permitiram classificar o fenômeno como um tornado F2, com ventos em torno de 200 km/h Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar


A principal diferença do tornado para uma microexplosão, por exemplo, é a direção do rastro de destruição deixado pelo fenômeno. Enquanto a microexplosão costuma derrubar estruturas em uma mesma direção, o tornado deixa rastros espalhados, o que indica a rotação.


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