Leoa do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa
Reprodução/Google Maps
Leoa do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa

O Parque Zoobotânico Arruda Câmara, onde um jovem morreu após invadir o espaço da leoa, na Paraíba, será reaberto nesta quinta-feira (19). Nas redes sociais, o parque Bica, como é popularmente conhecido, informou que a retomada será gradual.

"A retomada será parcial e controlada, com limite de visitantes, controle de acesso, fluxo organizado, reforço da vigilância e novas sinalizações", diz trecho da postagem.

Ainda conforme o espaço, Leona, a leoa do incidente, terá um protocolo específico, que contará com monitoramento contínuo. Além disso, o espaço passará a contar com equipes treinadas para identificar e acolher "pessoas com vulnerabilidade psíquica, com encaminhamento adequado e apoio de rede de saúde".

O Parque Zoobotânico Arruda Câmara também salienta que medidas corretivas foram adotadas. "Foram revisitadas estruturas, grades, barreiras, vigilância, fluxos internos, rotinas de manejo e normas operacionais". Entrada com balões será proibida.

Relembre o caso

No dia 30 de novembro, um jovem invadiu o recinto da leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) e acabou morto. Segundo a nota da Prefeitura de João Pessoa, o jovem entrou no local "de maneira rápida e surpreendente".

"Ele escalou uma parede de mais de 6 metros, as grades de segurança, acessou uma das árvores e invadiu o recinto. Segundo perícia da Polícia Civil, o homem agiu em possível ato de suicídio".

Homem invadiu recinto dos felinos
Reprodução
Homem invadiu recinto dos felinos


Ainda conforme o comunicado, equipes de segurança do parque tentaram impedir a ação, mas não houve êxito. Após o ocorrido, o parque foi fechado para os procedimentos de segurança e retirada do corpo.

Quem era o jovem

O Instituto de Polícia Científica (IPC) identificou o homem morto pela leoa. Segundo o órgão, a vítima é Gerson de Melo Machado, mais conhecido com Vaqueirinho, e tinha 19 anos.

Por meio de vídeo, a conselheira tutelar, Verônica Silva de Oliveira, que acompanhava o jovem, manifestou-se sobre o caso. Na publicação, ela afirma que Gerson foi assistido pelo Conselho Tutelar de Mangabeira dos 10 aos 18 anos de idade.

"Embora o conselho o solicitasse laudos, porque era visível o transtorno mental, o estado dizia que ele só tinha um problema comportamental. Será que alguém com problema comportamental entra na jaula do leão? Joga paralelepípedo no carro de polícia? Não, isso não é um problema comportamental. Gerson precisava de tratamento, que não foi oferecido".

Ainda de acordo com a conselheira, o homem recebeu todos os acolhimentos institucionais em João Pessoa e tinha histórico de esquizofrenia na família.

"Gerson filho de uma mãe esquizofrênica, neto de avó esquizofrênicos. Mas, os psiquiatras insistiam em dizer que Gerson era só um menino que não se adequava ao espaço porque ele tinha problema comportamental", alegou.


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