Obras da linha 17 -Ouro
Divulgação/Metro
Obras da linha 17 -Ouro

A construção da Linha 6-Laranja, onde um desabamento causou a abertura de uma cratera na Marginal Tietê na manhã desta terça-feira (1º), não é a única obra na malha de transportes metroferroviários do estado que já deveria ter sido entregue em 2022.

O iG preparou um levantamento com as idas e vindas de outras grandes obras - como a expansão da Linha 2-Verde, e a construção das linhas 15 -Prata e 17 -Ouro, que promoveriam uma verdadeira revolução na vida do paulistano, mas ainda não saíram do papel.

Confira:

Linha 6 -Laranja

A construção da Linha 6 - Laranja representaria uma revolução no transporte público de São Paulo. Ligando a Vila Brasilândia à estação São Joaquim (Linha 1 - Azul), ela terá integração também com a linha 4 - Amarela e 7 - Rubi e 8 - Diamante, da CPTM. Ao todo, serão 15km de extensão e 15 estações.

Chamada de "linha das universidades", por ligar diversas instituições de ensino, ela teve seu primeiro trecho prometido para 2013 com previsão de custo de R$ 7 bilhões. A construção, no entanto, começou apenas em 2015 com previsão de entrega para 2020, mas em 2016 foi interrompida por problemas na parceria público-privada (PPP) entre o governo e o Move São Paulo, consórcio então responsável.

Em 2020, o governador João Doria (PSDB) anunciou a retomada das obras, com nova estimativa de conclusão para 2025. O Orçamento saltou para R$ 15 bilhões, sob o comando da empresa espanhola Acciona. A época, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos afirmou que atrasos seriam descontados da concessão. Com o desabamento na Marginal Tietê desta manhã, o cronograma com certeza deverá ser revisto.

Expansão Linha 2-Verde

A obra aumenta a linha já existente em quase 8 km, com oito novas estações ligando a Vila Prudente a Penha, da Linha 3 - Vermelha: Orfanato, Santa Clara, Anália Franco, Vila Formosa, Santa Isabel, Guilherme Giorgi, Aricanduva e Penha, e havia sido prometida por gestões anteriores para 2013.

O bairro da zona leste se tornou o ponto final da expansão em 2020, sete anos depois, quando as obras foram retomadas. A promessa inicial, quando a linha foi construída, era de que ela fosse até Guarulhos. O governo estima que 873 mil passageiros utilizem o trajeto, que tem nova previsão de entreva entre 2025 e 2026.

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A segunda fase, que chegaria em Guarulhos totalizando 13 estações, não tem previsão. Em 2020, o ex-secretário de Transportes Metropolitanos Alexandre Baldy afirmou que o estado dependia de desapropriações, mas fez uma previsão de que ela poderia ser entregue em 2028.

Linha 15 -Prata (Monotrilho)

A operação plena do monotrilho era prevista para 2014. O projeto inicial previa um traçado de 26,7 quilômetros e 18 estações entre Ipiranga e Cidade Tiradentes.

Em outubro de 2016, o chamado Trecho 1A, com circulação entre a Vila Prudente e Oratório foi inaugurado. O Trecho 1B, entre Oratório e São Mateus, entrou em operação em 2018, elevando para 10 o número de estações em operação, em uma história marcada por problemas no funcionamento e atrasos.

A estação Jardim Colonial foi a 11ª, entregue em 29 de dezembro de 2021. Desde o dia 17 de janeiro, a estação passou a receber passageiros das 9h às 16h. Hoje (1º), o horário passou a ser das 9h às 17h, e deve ser ampliado de forma gradativa pelo Metrô. Quando estiver funcionando no horário padrão, das 4h40 à meia noite, a estação deve receber 40 mil passageiros.

Ainda faltam Ipiranga, Jacu-Pêssego, Jardim Marilu, Jardim Pedra Branca, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes. Segundo Relatório de Empreendimentos divulgado pelo Metrô em dezembro de 2021, apenas os trechos da estações Ipiranga, Boa Esperança e Jacu-Pêssego estão em obras, e podem ser entregues em 2024.

Linha 17 -Ouro (Monotrilho)

A história do monotrilho da Linha 17 - Ouro, que ligaria o Aeroporto de Congonhas, é recheada de paralisações, retomadas, reprogramações e atrasos. As obras começaram ainda na gestão de Geraldo Alckmin, em 2012, e foram prometidas para 2015, com 18 estações, visando melhorar a cidade que receberia jogos da Copa do Mundo.

Depois de diversas readequações, o estado elegeu o trecho prioritário como primeira fase das obras, com 7,8 km e oito estações - Morumbi (com interligação à CPTM), Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Verador José Diniz, Brooklin Paulista, Aeroporto de Congonhas e Washington Luiz. A expectativa é de conclusão ainda em 2022.

Os trechos 2 e 3, que possibilitaria o acesso aos bairros de Paraisópolis e ao estádio do Morumbi, em uma ponta, e ao Jabaquara, em outra, no entanto, foram reprogramados, e seguem sem previsão.

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