Ministro do STF, Alexandre de Moraes
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Ministro do STF, Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , determinou o trancamento da investigação sobre o delegado da Polícia Federal Felipe Leal, afastado da condução do inquérito que apurava suposta tentativa de interferência indevida do  presidente Jair Bolsonaro na corporação.

O delegado havia sido designado para conduzir a investigação pelo próprio ministro, em julho. Mas, em despacho proferido nesta sexta-feira, Moraes apontou que Felipe Leal determinou a realização de diligências que investigariam atos do atual diretor-geral da PF Paulo Maiurino e que, portanto, estariam fora do escopo inicial da investigação.

Ao retomar o prosseguimento do inquérito, o delegado Felipe Leal havia solicitado cópia de processos administrativos referentes a atos de gestão de Maiurino, como a exoneração do delegado Alexandre Saraiva do comando da Superintendência da PF do Amazonas depois que ele apresentou notícia-crime contra o então ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. O delegado também pediu informações sobre investigações abertas na Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito da produção de relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

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No despacho desta quinta-feira, porém, o ministro entendeu que não havia "justa causa" para a instauração do procedimento de investigação contra o delegado, que tramitava na Procuradoria da República no Distrito Federal. Por isso, determinou a suspensão da apuração "tanto em relação a eventual ato de improbidade administrativa, quanto em relação a crime de abuso de autoridade".

O delegado Felipe Leal chefiava o Serviço de Inquéritos (Sinq) da PF, núcleo de investigações contra políticos com foro privilegiado, e foi retirado do cargo por Maiurino, quando ele assumiu a direção-geral.

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