Davi Alcolumbre
Marcos Oliveira/Agência Senado
Davi Alcolumbre



O Palácio do Planalto aposta que a resistência do presidente do na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP) em dar andamento à indicação do ex-advogado-geral da União André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF) está perto do fim. A avaliação de auxiliares de Jair Bolsonaro é que o senador não tem mais justificativa para não pautar a sabatina e começa ser pressionado não apenas por aliados do governo , como também por integrantes da Corte que está com um membro a menos desde a aposentadoria do ministro Marco Aurélio de Mello, no início de julho.

No governo, o sentimento é que, superada a barreira que vem sendo criada por Alcolumbre , Mendonça será aprovado tanto pela CCJ quanto em plenário. Nas contas do Planalto, o ex-chefe da Advocacia-Geral da União conseguiu aumentar o número votos, apesar da crise entre os Poderes. A tensão foi intensificada na sexta-feira com o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, apresentado pelo presidente Bolsonaro ao Senado.

A cúpula do governo tem criticado a resistência de Alcolumbre com o argumento de que ele ainda não se desapegou do cargo de presidente do Senado. O senador sonhava em ser reconduzido ao posto, mas foi impedido por uma decisão do STF.

O nome preferido de Alcolumbre para a Corte era o procurador-geral da República, Augusto Aras, que está sendo sabatinado nesta terça-feira na CCJ para ser reconduzido ao cargo. Ex-presidente do Senado, Alcolumbre ainda prefere o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, a Mendonça.

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Nesta terça-feira, em entrevista a Rádio Farol, de Alagoas, Bolsonaro disse que as pressões são naturais, mas não abre mão da indicação. Mendonça foi o escolhido para a Corte por, além de ter demonstrado lealdade ao presidente, se encaixa no perfil “terrivelmente evangélico”, prometido por Bolsonaro.

"É natural as pressões, porque senadores querem indicar nomes também. Só que essa prerrogativa eu não abro mão. E acredito que a maioria dos senadores brevemente venha aprovar o nome do André Mendonça lá no Senado e ele possa, então, ocupar uma cadeira que está vaga no momento lá no Supremo Tribunal Federal, para o bem de todo o Brasil ", disse Bolsonaro.


Após a sabatina de Aras na CCJ nesta terça-feira, os governistas devem intensificar as reivindicações para que Alcolumbre dê andamento à indicação de Mendonça. O argumento é que com o fim da tramitação, a pauta do colegiado estaria livre para a apreciação do processo do ex-advogado-geral da União. Lideranças evangélicas também prometem aumentar a pressão nos próximos dias.

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