STJ
Agência Brasil
Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel foi afastado pelo STJ


O MInistério Público Federal identificou com a quebra de sigilo telemático dois emails do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) para a a primeira-dama, Helena Witzel , que motram que Witzel intermediando contratos dela com um empresário do Hospital Jardim Amália Ltda (Hinja) favorecido pelo esquema de corrupção .


Witzel foi afastado nesta sexta-feira  (28) do cargo , por 180 dias, por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça ( STJ), que autorizou diligências que são realizadas pela Polícia Federal.

Na decisão, o ministro escreveu que os dois emails foram enviados com "a minuta de um contrato de prestação de serviços advocatícios entre ela e o Hinja". Depois de enviar a ela, o governador chegou a enviar para si mesmo o mesmo email. O governo do Rio possui contratos com a empresa GLN Serviços Hospitalares e Assessoria LTDA e ela possui o mesmo endereço do Hospital Jardim Amália Ltda (Hinja). Ambas as empresas pertencem à família de Gothardo Lopes Netto. Ex-prefeito de Volta Redonda, ele foi preso na operação desta sexta-feira e é apontado como braço-direito do governador.

O ministro assinala ainda que as investigações mostraram que a minuta inicial tinha sido elaborada por um advogado que atuava para o hospital e "observa-se que a primeira-sama apesar de ser advogada e ser quem figurava como contratada, não participou diretamente da negociação do próprio contrato de prestação de serviços". Pelo contrato o Hinja, se comprometeu a pagar R$ 30 mil por mês depois de um adiantamento de R$ 240 mil. No entanto, Helena Witzel teria recebido R$ 280 mil. O MPF afirmou ao STJ não ter localizado provas da prestação dos serviços.

A medida ocorre no momento em que a Procuradoria Geral da República ( PGR ), em parceria com a Polícia Federal (PF), cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra agentes públicos, políticos e empresários envolvidos, segundo a acusação, em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do grupo liderado pelo governador. Presidente nacional do PSC, o pastor Everaldo Pereira foi preso. Há buscas sendo realizadas na casa do vice-governador, Cláudio Castro.

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