Sírios invadem embaixadas após massacre em Homs

Manifestantes atacam representações diplomáticas da Síria em vários países em protesto contra violência do regime de Assad

iG São Paulo |

Manifestantes sírios saquearam a embaixada de seu país no Cairo e invadiram suas representações diplomáticas em vários países neste sábado, em protesto contra um massacre das forças de segurança que deixou mais de 200 mortos em Homs

Furiosos, cidadãos sírios invadiram suas embaixadas em Berlim, Londres, Atenas, Cairo e Kuwait em protesto contra o presidente Basha Al-Assad e contra o fracasso internacional em pôr fim à crise.

Leia também: Massacre em Homs aumenta pressão por ação da ONU contra Síria

Reuters
Homens observam danos na Embaixada da Síria no Cairo, invadida por manifestantes sírios

No Cairo, uma multidão destruiu móveis e equipamentos e incendiou partes do prédio. Em Londres, cerca de 150 manifestantes atiraram pedras contra a embaixada síria, quebrando vidros das janelas. Cinco homens foram presos depois de invadir o prédio e outro por agredir a polícia.

Residentes sírios no Kuwait invadiram a embaixada no país na madrugada de sábado, rasgando a bandeira e ferindo vários seguranças, disse a agência de notícias estatal KUNA.

As invasões começaram após ativistas denunciarem um “massacre” das forças de segurança da Síria na cidade de Homs, que deixou mais de 200 mortos e se tornou um dos episódios mais violentos da revolta popular contra Assad, que começou há 11 meses.

A violência foi condenada por países árabes e ocidentais no mesmo dia em que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar uma resolução contra Assad, cuja aprovação é dificultada pela Rússia .

De acordo com ativistas, a brutal ação em Homs foi uma resposta aos avanços de desertores do Exército que tinham assumido o controle de vários bairros, como o de Khaldiyeh, alvo de ataques durante toda a noite. “Estávamos dormindo quando morteiros começaram a atingir os prédios ao nosso redor”, afirmou Mohammad, um morador que não quis informar seu sobrenome, à Associated Press. “Nada provocou o ataque, ninguém estava protestando. Estamos aterrorizados. É uma catástrofe”.

Vídeos publicados por ativistas na internet mostraram cenas caóticas de feridos sendo atendidos em clínicas improvisadas dentro de mesquitas. As imagens, cuja veracidade não foi confirmada de forma independente, mostraram corpos nas ruas, casas em chamas e moradores correndo desesperados.

O governo da Síria negou qualquer ataque e disse que os corpos mostrados nos vídeos amadores são de pessoas sequestradas por “grupos terroristas armados”. Os terroristas teriam filmado as vítimas para simular uma operação militar e dar prosseguimento à “histérica campanha” contra o governo.

Com AP e Reuters

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