Segundo Kassab, a ideia é fazer uma reforma ampla na Constituição ao invés de atacar os temas separadamente

Na primeira reunião após obter o registro partidário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSD apresentou a sua primeira proposta programática. O partido vai defender a realização de uma Assembleia Nacional Constituinte em 2014 para revisar a Constituição. Segundo o presidente do novo partido, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a ideia é fazer uma reforma ampla na Constituição ao invés de atacar os temas separadamente.

A proposta do PSD é para uma constituinte exclusiva, com mandato de dois anos. A senadora Kátia Abreu (TO), vice-presidente do partido, apresentará nos próximos dias a proposta oficialmente ao Congresso Nacional. Segundo Kassab, o partido terá cerca de 50 deputados federais e poderá ampliar sua participação no Senado, onde até agora tem duas adesões. Ele afirmou que a prioridade é que todos os envolvidos com o PSD se desfiliem de seus partidos anteriores com rapidez para se filiar a nova legenda.

Em entrevista após a reunião da Executiva, Kassab agradeceu o carinho da presidente Dilma Rousseff com a legenda, lembrando de encontro realizado no mês passado. Ele fez ainda agradecimentos nominais aos governadores Eduardo Campos (Pernambuco), Jaques Wagner (Bahia) e Marconi Perillo (Goiás). O partido decidiu também criar uma fundação para a realização de seminários com o objetivo de definir seu programa partidário. O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, será o responsável por esse trabalho.

Partido de "centro"

Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Kassab, que até então afirmava que a sigla não seria de direita, esquerda ou de centro, definiu a linha partidária do PSD. Segundo o prefeito, será legenda de centro.

"O partido é de centro. O partido, desde seu primeiro dia, foi construindo um conjunto de diretrizes, foram se incorporando lideranças. E fica claro hoje, como havíamos dito no primeiro dia, na sua pré-fundação, que teríamos uma posição de centro", afirmou.

Em março, com o partido ainda em fase de formação, Kassab afirmou à Rádio Estadão ESPN que o PSD seria independente e não respondeu qual seria a orientação da legenda. "É um partido que terá um programa a favor do Brasil", disse na ocasião. Na entrevista desta quarta, um dia depois de o PSD ter a criação aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassab tentou explicar o posicionamento da sigla. "A questão de centro é ideológica. Está desvinculada da questão da relação do apoio ou não ao governo federal. Nossa posição em relação ao governo federal será de independência", afirmou.

(Com Agência Estado)

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