PT paulista insiste em união com PTB por candidatura de Alexandre Padilha

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Partido de Campos Machado é visto como importante na disputa pelo governo do Estado com o PSDB de Alckmin

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O PT paulista insiste na tentativa de uma aliança com o PTB. “Se conseguirmos, será um apoio muito importante e significativo para a candidatura do Padilha ao governo”, disse o deputado petista Candido Vaccarezza. Ele e o ministro da Saúde se reuniram com Campos Machado, líder do PTB na assembleia paulista, há cerca de um mês. Neste encontro, a vaga de vice na chapa do PT ao governo foi oferecida aos petebistas. Machado teria carta branca para indicar um nome de seu partido. O acordo só não foi fechado ali por causa de um “compromisso de fidelidade” que o petebista mantém com o governador Geraldo Alckmin. Machado, no entanto, decidiu – pela primeira vez – apoiar a candidatura presidencial do PT. E vai de Dilma para a presidência. As conversas prosseguem.

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Na segunda-feira (16), em São Paulo, Machado e o presidente nacional em exercício do PTB, Benito Gama, jantaram com Rui Falcão, presidente do PT. No encontro, foi reafirmado o apoio à candidatura presidencial petista. Falta uma definição apenas em três estados. A citação do nome de Machado (PTB) nas investigações sobre o cartel do Metrô em São Paulo não foi motivo para a interrupção das negociações. “Ele está completamente fora disso. Ele nem conhece o pessoal”, afirma Vaccarezza. O petista ressalta que o objetivo de seu partido no momento é reunir “todos os aliados em torno da candidatura” de Padilha, “respeitando o PMDB e o PSD, que já têm candidato (Paulo Skaf e Gilberto kassab, respectivamente). “E não há ainda nenhuma definição sobre vice, linha de campanha, chapas e coligações. Está tudo em aberto para compor com os aliados”, observou.

Secretário citado em denúncia tira licença

Citado em processo que apura o cartel do Metrô, o secretário da Casa Civil do governo Alckmin, Edson Aparecido, decidiu tirar licença. Vai viajar para a Austrália e visitar o filho. Aparecido reagiu duramente às denúncias de que teria recebido propina de multinacionais. E criticou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por encaminhar um relatório sobre o assunto à PF.

Siemens perde apelação na Europa sobre multa por cartel

A Siemens perdeu uma apelação na mais alta Corte da Europa sobre decisão tomada em 2007 de que fazia parte de um cartel para a venda de equipamentos elétricos. O Tribunal Europeu de Justiça decidiu manter uma multa de 397 milhões de euros. Dez empresas haviam sido multadas, entre elas a Alstom, a Mitsubishi e a Toshiba.

Um Gomes no ministério

Integrantes da equipe do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, têm sido vistos com frequência em reuniões na Casa Civil. Para alguns, já teria sido iniciada a “transição”. Na bolsa de apostas em Brasília para a reforma ministerial de Dilma, fala-se também na ida de irmãos Gomes, do Ceará – Ciro ou Cid – para o lugar de Mercadante na Educação. O nome do líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, também é lembrado para a Secretaria das Relações Institucionais. Na Saúde, o secretário-executivo do ministério, Mozart Sales, é defendido por petistas para substituir Padilha porque estaria familiarizado com programas como o Mais Médicos e as UPAS (unidades de pronto atendimento.

STF sem TV

O deputado Vicente Cândido (PT-SP) apresentou ontem um projeto de lei com o objetivo de evitar “o sensacionalismo” nas transmissões ao vivo de sessões do júri do STF. Segundo sua proposta, seriam vedadas todas as transmissões em tempo real das sessões plenárias. Para ele, tem havido “sensacionalismo exarcebado” por parte de alguns ministros.

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, sobre projeto de lei que cria bonificações para profissionais da polícia civil e militar paulista: “Isso cria uma integração, não uma competição”


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