Mais soldados russos entram em cidade ucraniana, segundo militares de Kiev

Por Reuters |

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Grupo cruzou a fronteira ucraniana a bordo de caminhões e de veículos blindados de infantaria para entrar em Amvrosiyivka

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Outro grupo de soldados russos cruzou a fronteira ucraniana a bordo de caminhões e veículos blindados de infantaria e entrou a leste da cidade de Amvrosiyivka, disse um porta-voz dos militares ucranianos nesta quarta-feira (27).

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O porta-voz, Andriy Lysenko, afirmou que forças do governo mataram cerca de 200 separatistas e destruíram tanques e sistemas de lançamento de mísseis durante confrontos nas cidades de Horlivka e Ilovaysk, ao norte. Ele disse que 13 militares ucranianos morreram nas últimas 24 horas e outros 36 ficaram feridos.

Gás para a Europa

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, disse nesta quarta-feira que Kiev teria conhecimento sobre planos da Rússia para interromper o fluxo de gás para a Europa durante o inverno, em comentários que provavelmente devem alimentar o impasse entre Moscou e o Ocidente.

A Rússia interrompeu o fornecimento de gás para a Ucrânia em junho por causa de uma disputa de preços, mas continuou a fornecer gás à Europa, seu maior mercado.

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"A situação no setor de energia (da Ucrânia) é difícil. Sabemos de planos da Rússia de bloquear a passagem (de gás) mesmo para países da União Europeia neste inverno", disse ele durante uma reunião de governo.

Yatseniuk não disse como teria tomado conhecimento dos planos russos.

Metade das exportações de gás russo para a UE foi enviada através da Ucrânia no ano passado. A Gazprom, que exporta o gás russo, não quis tratar do assunto e o Ministério da Energia russo não estava imediatamente disponível para comentar.

O fornecimento de gás russo para a Europa através da Ucrânia chegou a ser interrompido nos invernos de 2006 e 2009, por causa de desentendimentos entre Rússia e Ucrânia sobre preços.

Trégua em vista

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, prometeu trabalhar em um plano de cessar-fogo urgente para encerrar o conflito separatista no leste da Ucrânia, depois de conversas com Vladimir Putin, que se estenderam noite adentro.

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Dia 23: Caminhões de comboio russo não autorizado começam a sair da Ucrânia

As primeiras negociações entre os dois líderes desde junho foram descritas por Putin como positivas, mas ele disse que não cabe à Rússia detalhar os termos da trégua entre o governo de Kiev e as duas regiões rebeldes da Ucrânia.

"Não discutimos isso substancialmente, e nós, a Rússia, não podemos discutir substancialmente as condições de um cessar-fogo, de acordos entre Kiev, Donetsk e Luhansk. Isso não é assunto nosso, cabe à própria Ucrânia", declarou ele a repórteres no começo da quarta-feira (horário local).

"Só podemos contribuir para criar uma situação de confiança para um possível, e a meu ver extremamente necessário, processo de negociação."

Dia 22: Ucrânia acusa Rússia de invasão após comboio de ajuda humanitária entrar no país

Poroshenko, depois de duas horas de conversas em particular que ele descreveu como "muito duras e complexas", afirmou à imprensa: "Um roteiro será preparado para se chegar assim que possível a um regime de cessar-fogo, que definitivamente precisa ter um caráter bilateral."

Apesar do tom otimista, não ficou claro como os rebeldes irão reagir à ideia da trégua, o quão cedo ela pode ser acordada e quanto tempo pode durar.

E como Putin insiste que os detalhes são assunto interno de Kiev, não houve sinal de progresso em um ponto da discórdia fundamental: as acusações ucranianas de que Moscou está enviando armas e combatentes para ajudar os separatistas e as firmes negativas da Rússia.

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Os dois líderes apertaram as mãos no início das conversas na capital bielorrussa, Minsk, poucas horas depois de Kiev afirmar ter capturado soldados russos em uma "missão especial" em território ucraniano.

Reagindo a um vídeo das tropas detidas, uma fonte do Ministério da Defesa russo declarou a agências de notícias de seu país que os homens cruzaram a fronteira por engano. Mas o porta-voz dos militares ucranianos repudiou a afirmativa, desdenhando da ideia de que "os paraquedistas se perderam como Chapeuzinho Vermelho na floresta".

A chefe de Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton, e líderes de Belarus e Cazaquistão também participaram da reunião em Minsk. Ashton declarou a repórteres sobre o encontro: "Foi cordial, mas positivo. Ficou a sensação de que o ônus é de todos, para ver se podem fazer o melhor para tentar resolver isto."

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) obtido pela Reuters relata que mais de 2.200 pessoas já morreram nos confrontos. Putin exortou seu colega ucraniano a não intensificar a ofensiva contra os rebeldes pró-Moscou e ameaçou uma retaliação econômica pela assinatura de um acordo comercial com a União Europeia que afastaria os bens russos do mercado do bloco.

Poroshenko respondeu exigindo que a Rússia interrompa o envio de armamentos para os combatentes separatistas.

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