Venezuela: Opositora tem mandato cassado no Congresso e perde imunidade judicial

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Líder da Assembleia Nacional indica que Maria Corina Machado poderá ser processada por suposto papel em manifestações

O presidente da Assembleia Nacional (Congresso) da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou nesta segunda-feira que a importante política de oposição Maria Corina Machado perdeu sua cadeira na Assembleia Nacional e não tem mais imunidade judicial por seu suposto papel em fomentar a violência nacional nos protestos antigoverno.

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AP
Congressista da oposição Maria Corina Machado fala com a imprensa e partidários em frente da Guarda Nacional Bolivariana em Caracas (16/3)

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Cabello afirmou que Machado violou a Constituição ao discursar perante a Organização dos Estados Americanos (OEA) na semana passada sob convite do Panamá, que cedeu seu assento no grupo com base em Washington para que ela pudesse fornecer aos diplomatas regionais um relato em primeira mão dos tumultos que atingem o país há semanas.

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O presidente Nicolás Maduro se referiu a Machado como "ex-congressista" no sábado, poucos dias depois de prender dois prefeitos da oposição por uma suposta conspiração com os EUA para depor seu governo que está há 11 meses no poder.

Machado respondeu em uma mensagem do Twitter nesta segunda-feira, dizendo: "Pousando em Lima. Sr. Cabello: Eu SOU uma congressista enquanto a população da Venezuela quiser."

A cassação do mandato de Machado ocorreu no mesmo dia em que as autoridades confirmaram a morte de uma grávida e de um membro da Guarda Nacional em episódios de violências vinculados aos atuais protestos que atingem o país.

Veja imagens dos protestos na Venezuela:

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

A Adriana Urquiola, 28, morreu no domingo com um tiro na cabeça em Guaicaipuro, disse o prefeito da municipalidade que fica nos arredores da capital Caracas.

Grávida de cinco meses, Urquiola foi morta ao descer de um ônibus que estava parado no trânsito por causa de uma barricada construída por manifestantes antigoverno. Ela começou a caminhar em direção ao bloqueio, mas não parece que participava do protesto. Não está claro quem disparou contra ela.

O sargento Miguel Antonio Parra, da Guarda Nacional, morreu nesta segunda-feira durante uma manifestação de rua em Mérida, disse o prefeito da cidade que fica no sudoeste do país, Carlos Garcia. O político opositor afirmou que Parra foi atingido quando ele e outros dois guardas tentavam limpar bloqueios de rua e foram confrontados por manifestantes. A violência relacionada aos protestos contra Maduro, que começaram há cinco semanas, deixaram mais de 30 mortos.

*Com AP

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