Kerry afirmou que EUA não descartam retornar caso ao Conselho da ONU; reunião foi em Paris neste domingo

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, reuniu-se neste domingo, em Paris, com os líderes dos países da Liga Árabe (que reúne 22 nações, mas a Síria está suspensa) para defender a intervenção militar na Síria. Os EUA defendem a operação como reação aos supostos ataques químicos, ocorridos no último dia 21, matando mais de mil pessoas. Os norte-americanos afirmam ter provas de que houve uso de armas químicas. Segundo ele, é “deplorável” o uso desse tipo de arma.

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Secretário de Estado dos EUA, John Kerry (à direita), durante encontro com líderes em Paris
Reuters
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry (à direita), durante encontro com líderes em Paris



Durante coletiva de imprensa, após a reunião, Kerry afirmou que os EUA não descartam retornar ao Conselho de Segurança da ONU para garantir uma resolução na Síria, uma vez que os inspetores das Nações Unidas concluíram um relatório sobre um ataque com armas químicas.

G20

No sábado (7), o presidente norte-americano Barack Obama reiterou a desconfiança do país de que o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, é o principal responsável pelos ataques. Porém, ele avisou que os Estados Unidos não pretendem se envolver em uma guerra tão longa como às registradas com o Iraque e com o Afeganistão.

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Na semana passada, durante a Cúpula de San Petersburgo, na Rússia, o eventual ataque contra a Síria fez parte de várias discussões. Rússia e China, que têm direito a veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, rejeitam a ação.

No último dia 6, a presidenta Dilma Rousseff disse que o Brasil só apoia a intervenção militar na Síria, se for autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo ela, no entanto, é inadmissível o uso de armas químicas, em quaisquer situações. O assunto foi tema de discussão dos líderes das 20 maiores economias mundias, o G20, na Rússia.

*com Reuters e Agência Brasil

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